Alunos evangélicos se recusam a participar de festa junina

O Instituto Educap, de Campo Grande (MS), teve de mudar o nome da “festa junina” para “festa da colheita” porque os estudantes evangélicos, nos últimos anos, se recusavam a comparecer ao encontro sob a alegação de que se trata de uma data comemorativa católica. 
A decisão da escola representa a vitória da negação de evangélicos de se congraçarem com católicos e pessoas de outras religiões, e a derrota da convivência entre desiguais em um país multicultural de formação.
Celia Tavares Rino, diretora pedagógica do Instituto, disse que, nos últimos anos, a festa junina estava se esvaziando cada vez mais. Mudou de nome, para festa da colheita, de modo a mantê-la.
A festa junina é uma homenagem ao Santo Antônio (dia 13), São João (24) e São Pedro (29), mas a maioria das pessoas que dela participa não se dá conta de que se trata de uma festa religiosa.
Rino afirmou que a escola teve de “desconstruir” a festa junina para atrair os estudantes evangélicos.
Mas, na verdade, trata-se de um faz de conta, porque a tal de festa da colheita continua sendo uma festa junina, ou seja, realizada em junho e nos dias dos santos católicos.
É de se lamentar que a religião esteja impondo um estranhamento entre os brasileiros, que já foram adjetivados de "cordiais".
Cada vez mais, evangélicos não se misturam com católicos, além de seguidores de religiões de afrodescentes, e católicos querem evangélicos longe.
Com informação do Uol.
Paulopes informa
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