'Foi agonia total', diz motorista sobre assalto a ônibus com 6 baleados

O cobrador e o motorista do ônibus que foi assaltado na BR-324, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (22), falaram sobre a ação. Seis passageiros do coletivo foram baleados. Um deles, um homem de 44 anos, morreu no Hospital Geral do Estado (HGE).
O cobrador Erivaldo Campos, que atua na função há 22 anos, disse que essa foi a quarta vez
que ele sofreu assalto enquanto trabalhava. "Dois elementos subiram no carro, que estava até cheio de gente, aí registrou [a passagem]. Aí deu a voz de assalto: 'Bora, todo mundo. Quem reagir aí eu mato'. Foi muito pânico, muito grito. Foi uma situação muito difícil. Eu mesmo nem consegui sair do lugar, só tremendo", relatou.
Assalto em ônibus na BR-324, Salvador, Bahia 22.07.16 (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
O coletivo fazia a linha Marechal Rondon - Barra e seguia na rodovia, sentido Salvador, quando, na altura do bairro do bairro do Bom Juá, os suspeitos entraram no coletivo. O ônibus percorreu ainda cerca de 2 km antes do tiroteio começar, já no trecho conhecido como Jaqueira do Carneiro. Segundo testemunhas, um passageiro que estava na parte da frente do veíciulo reagiu e atirou.
O motorista do ônibus, Jorge Batista, que está há mais de 30 anos na profissão, passou pela situação pela primeira vez: "Quando chegou a certo ponto, o que estava perto do cobrador pulou o torniquete. Tinha um passageiro na porta [da frente] do ônibus em pé, viu ele [suspeito] saqueando ali. Eu sei que de uma hora pra outra ele sacou a arma e atirou no vagabundo. Aí foi troca de tiros. Na hora do pânico, o cara caiu perto de mim, eu encostei o veículo abrindo as portas todas. Aí foi todo mundo correndo, gritando, foi uma agonia total", contou o rodoviário.
Um dos suspeitos de participar do assalto foi preso ainda na manhã desta sexta-feira, ao buscar atendimento médico no Hospital Roberto Santos, na capital. Conforme a polícia, ele tem 18 anos e foi reconhecido por alguns passageiros e está sob custódia policial na unidade médica.
O Grupo Especial de Repressão Roubos em Coletivos (Gerrc), da Polícai Civil, investiga o crime. O passageiro que reagiu ainda não foi identificado. Ele fugiu após os disparos.
Feridos foram levados para o Hospital Geral do Estado, em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia) 
Feridos foram levados para o Hospital Geral do
Estado, em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Caso
Seis passageiros foram baleados durante um assalto a ônibus na BR-324, trecho conhecido como Jaqueira do Carneiro, em Salvador, na manhã desta sexta-feira. Houve pânico e correria no coletivo.
Conforme testemunhas, as vítimas foram atingidas após um troca de tiros que começou depois que um dos passageiros reagiu. Um homem de 44 anos, que foi ferido na ação, morreu no Hospital Geral do Estado.

De acordo com testemunhas, por volta das 6h15, dois bandidos entraram pela porta da frente do coletivo e anunciaram o assalto de forma bastante agressiva. Segundo os relatos, os homens gritaram e quebraram um dos vidros de dentro do ônibus. Durante a ação, um recolhia os pertences das vítimas e o outro dava cobertura.
Testemunhas relatam que o primeiro disparo, contra os bandidos, partiu de um passageiro que estava na parte da frente do coletivo. Segundo os relatos, foram ouvidos mais de 20 tiros. 
Na momento do crime, havia passageiros em pé e outros sentados no transporte que fazia a linha Marechal Rondon-Barra.
Uma equipe da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar esteve no local. De acordo com a polícia, os feridos foram socorridos por populares e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O motorista e o cobrador do ônibus não ficaram feridos.

Segundo informações do posto policial do Hospital Geral do Estado (HGE), as vítimas foram identificadas como Anderson Luiz do Amaral Santos, 34 anos, ferido na cabeça; Luciene Belo do Vale, 43, atingida no abdômen; Edinelson Borges, 39, ferido na cabeça; Nilson Celestino dos Santos, 36, que levou tiro no braço e no abdômen; Iraci Santana Santos, 45 anos, ferida na mão e no abdômen; e Julio Farias Costa, 44, que morreu na unidade médica.

Segundo a esposa de Nilson Celestino, um dos feridos, ele estava a caminho do primeiro dia de trabalho como pedreiro nas obras do metrô. A mulher, que preferiu não se identificar, conta que o marido fez uma ligação para ela, muito nervoso, quando ainda estava ferido no local do crime. "Ele disse que tinha tomado dois tiros e que estava vindo para o HGE. Ele estava muito nervoso", conta. G1
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