Negromonte e Roberto Britto estão na mira da Receita Federal

A Receita Federal está em alerta para dez políticos alvos da Operação Lava Jato, incluindo os baianos, ex-ministro das Cidades Mário Negromonte e o deputado federal Roberto Britto, ambos do PP. De acordo com publicação da Revista Isto É, os auditores fizeram um pente-fino sobre o patrimônio dos políticos alvos da Operação Lava Jato, que continua a ser ampliada e aprofundada.
A lista de políticos que já respondem a autos de infração por incompatibilidade em movimentações financeiras inclui, além dos baianos, André Vargas, Aníbal Gomes (deputado federal pelo PMDB-CE), Arthur Lira (deputado federal pelo PP-AL), Dilceu Sperafico (deputado federal pelo PP-PR), Eduardo Cunha (deputado cassado, do PMDB-RJ), José Otávio Germano (deputado federal pelo PP-RS), Lázaro Botelho (deputado federal pelo PP-TO) e José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil no governo Lula).

Todos negam as acusações e tentam reverter a autuação da Receita.Os auditores estão pedindo justificativas até mesmo para gastos em valores inferiores a R$ 1.000 e, principalmente, questionando a origem de depósitos em suas contas, mesmo quando são em valores baixos. Em geral, os auditores detectaram gastos incompatíveis com os rendimentos ou entrada de valores com origem desconhecida ou suspeita. 

Mário Negromonte responde a um ato de infração aberto em 2015 sob suspeita de variação patrimonial incompatível com os rendimentos. Defesa diz que regularizou a situação. Sobre Roberto Britto, a Receita abriu processo para multar o deputado em cerca de R$ 55 mil por falta de comprovação na origem dos depósitos e venda de gado. Defesa afirma que movimentações estão comprovadas nos registros bancários. (BN)
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