"NÃO QUERO MAIS VIVER" DISSE POLICIAL MILITAR ANTES DE COMETER SUICÍDIO NO TOCANTINS

Um triste fato aconteceu na tarde deste sábado, 05, em frente a um bar na Quadra 1.203 Sul, em Palmas.



O policial Cleiton Pereira Soares, conhecido como tenente Feijão, estava comemorando o aniversário de um amigo, com outras pessoas no local, e após pagar a conta, se dirigiu ao próprio carro, pegou uma arma e se matou.

Um amigo do policial presenciou a cena. Abalado com o fato, ele não quis se identificar. Segundo ele, Soares era uma pessoa muito querida entre o círculo de amizades deles, mas vinha apresentando sinais de depressão nos últimos dias.

Antes de se matar, o policial teria brincado com as pessoas que estavam no bar e até chorado em algumas situações. “Ele virou para mim e disse que não queria mais viver. Eu falei para ele que ele não podia pensar assim. Que a gente poderia ajudar ele. Então ele disse que iria embora do bar”, disse o amigo.

Ele afirmou que conversou com um coronel, amigo dos dois, sobre o que Soares havia dito e o coronel teria afirmado que acompanharia o policial até sua casa. “Nós nos levantamos para seguir ele (Soares). Ele foi até o carro e se abaixou. Achamos que ele ia entrar no carro. Mas ele pegou a arma e atirou na própria cabeça”, relata a testemunha. “Estou traumatizado. Nunca mais vou esquecer essa cena”, afirmou.

A PM DO TOCANTINS EMITIU UMA NOTA DE FALECIMENTO, CONFIRA :

É com grande pesar que a Polícia Militar do Estado do Tocantins lamenta o falecimento, em circunstâncias trágicas, do nosso irmão 1º Tenente Cleiton Pereira Soares, neste sábado (05), em Palmas. Conhecido no meio da tropa como “Feijão”, ingressou na PMTO como Soldado ainda no ano de 1991, na cidade de Porto Nacional, vindo a concluir seu curso em Palmas. Alegre, bem-humorado e compromissado com o serviço, se doou pela corporação nos 25 anos que serviu e protegeu a sociedade tocantinense.

Tendo trabalhado boa parte de sua carreira em Palmas, serviu o 1º BPM, QCG, Detran e atualmente estava à disposição da ATR. O policial militar tinha 48 anos e era casado. A família policial militar tocantinense lamenta profundamente e se solidariza com parentes e amigos, ficando enlutada pela perda do excelente profissional. Que Deus, em sua infinita sabedoria, possa confortar o coração de todos diante desta perda irreparável. O Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Tocantins declara luto oficial, no âmbito da corporação, por três dias.

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