Sem aterro sanitário, moradores de Luís Eduardo Magalhães reclamam de mau cheiro de lixão que recebe 100 t de dejetos por dia

Moradores de Luís Eduardo Magalhães, na região oeste da Bahia, reclamam do mau cheiro do lixão da cidade, que chega a receber, por dia, até 100 toneladas de dejetos. Além do odor, a fumaça provocada por queimadas no local também é motivo de reclamação porque invade as residências instaladas nas proximidades.

O município ainda não dispõe de um aterro sanitário e todo o lixo produzido na cidade é descartado no local, que tem 13 mil m² de área, o que corresponde a 13 campos de futebol. Além disso, o lixo acumulado já chega a cerca de 30 metros de altura. Isso porque, em média, cada morador produz 1,5 kg de lixo por dia, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Em 2017, já foram contabilizados três incêndios no local, o último deles ocorreu em junho. Ao todo, cinco bairros da cidade são afetados diretamente pelo lixão por estarem próximos a ele.

Uma das pessoas que moram perto do local onde o lixo é descartado é o vigilante Elias Pereira, que diz esperar que a situação seja logo resolvida. "É preocupante esse lixão, porque além do mau cheiro, o foco de fumaça que ainda tem pertubado muito", reclama.

O autônomo Érico Borges diz que mora perto do lixão há seis anos e que os moradores sempre reclamaram, mas que nada foi feito para resolver o problema. "Nada se resolve. A gente toma na cara cheiro de lixo toda noite. A gente reclama para o prefeito, mas continua sempre a mesma coisa", destaca.

O governo federal deu um prazo até agosto de 2014 para o fim dos lixões em todo o país, mas, em Luís Eduardo Magalhães, nada mudou. Como punição, o município deixou de receber verbas federais para investir em saneamento básico e também corre risco de ter que pagar multa de R$ 10 mil por dia por não ter cumprido um Termo de Ajuste de Conduta feito com o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

O Termo previa a desativação do lixão e a criação de um aterro sanitário até o final do ano passado e a multa estabelecida é retroativa ao primeiro acordo firmado pelo município com o órgão, em 2007. Caso a multa fosse aplicada hoje, o valor passaria dos R$ 10 milhões.

O plano de saneamento municipal, que deveria ser apresentado em novembro de 2016, também não ficou pronto. A Secretaria de Meio Ambiente da cidade diz que a empresa contratada para o serviço recebeu um novo prazo. "Já estamos andando novamente com o plano de saneamento e logo adiante teremos audiências públicas para a finalização desse plano", afirmou a secretária Isabel de Paula.

De acordo com o plano de saneamento, o aterro sanitário deve ser construído em uma área de 15 hectares que fica às margens da BR-020. O investimento, segundo a prefeitura, será de mais de R$ 1 milhão. "Com relação ao lixão, precisamos fazer melhorias do ambiente. Vamos fazer alguns processos de retirada de gases que é importante. Todo lixão gera gases metano, então precisamos fazer a retirada e no futuro vamos poder até aproveitar esse gás como geração de energia para os órgãos públicos", destacou a secretária.

Por G1 BA 

Sem aterro sanitário, moradores de Luís Eduardo Magalhães reclamam de mau cheiro de lixão que recebe 100 t de dejetos por dia Sem aterro sanitário, moradores de Luís Eduardo Magalhães reclamam de mau cheiro de lixão que recebe 100 t de dejetos por dia Revisado by CM on sexta-feira, julho 28, 2017 Classificação: 5

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