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Esquerda tende a caminhar dividida nas eleições de 2018 - Blog Barreiras Noticias || Gbahia.com

Esquerda tende a caminhar dividida nas eleições de 2018


Apesar de movimentações que tentam unir partidos e movimentos sociais de esquerda em torno de um programa único para o país, as siglas desse espectro político, que perderam espaço nas últimas disputas nas urnas, tendem a caminhar novamente separadas nas eleições para a presidência da República e o governo do estado, no ano que vem.
Essa tendência, apontada por lideranças baianas ouvidas por A TARDE durante a semana passada, deverá dividir as esquerdas em pelo menos dois grupos.
De um lado do ringue político, na defesa do legado do ex-presidente Lula e da gestão do governador Rui Costa, estarão PT, PCdoB e PSB; enquanto, do outro, Psol, PSTU, PCB e outros grupos que compõem a auto-denominada “esquerda socialista” devem fazer oposição ao prefeito ACM Neto e ao próprio Rui Costa.
Uma das principais lideranças do Psol no estado, o vereador Hilton Coelho, é taxativo ao descartar a possibilidade de unidade. “Não existe condição”, afirma ele, citando, como contraponto a essa posição, o movimento Vamos! que une siglas e movimentos de esquerda para construir um programa para as eleições de 2018.
“Nacionalmente, existe essa referência, mas não dá para aprofundar o debate sem criticar o PT. E eles não aceitarão isso”, analisa Coelho, chamando o governador Rui Costa e os governos Lula e Dilma na presidência de “conservadores”.
Candidato a prefeito pelo Psol ano passado, mas de corrente diferente do vereador, o historiador Fábio Nogueira defende, entretanto, “consenso para combater os golpistas que chegaram ao poder com Michel Temer”.
“Isso não significa jogar água no moinho do DEM de ACM Neto”, afirma Nogueira, citando a “falta de autocrítica onde o PT é governo” como empecilho para uma aliança eleitoral.
Centro-esquerda
Presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação afirma que, no último congresso da sigla, ficou definido um posicionamento “de centro-esquerda” para a legenda, o que, frisa ele, levou o partido a vencer as eleições na Bahia. “Não tem um estado em que o PT venceu com uma posição só de esquerda”, avalia o líder petista.
Citando como prioridade para a campanha assuntos como homofobia, economia solidária, combate ao racismo, direito das mulheres e da juventude, ele afirma que “não há, além do PT e do PCdoB, organização com consistência ideológica à esquerda e peso político”.
“PDT e PSB, que são aliados, têm variações a cada momento”, cutucou, dizendo que campanha exigirá “enfrentamento ao golpe e diálogo intenso com os movimentos sociais”.
Líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, a deputada federal Alice Portugal chancela o discurso de Everaldo, defendendo “coalizão de centro-esquerda na Bahia”.
Uma decisão sobre a tática eleitoral da legenda comunista só será tomada, no entanto, em dezembro, quando acontece o congresso nacional da sigla.
Nacionalmente, afirma Portugal, o partido defenderá um programa “de retomada dos direitos” e do desenvolvimento nacional, “que unifique a esquerda, o centro e os insatisfeitos”.
Questionada sobre a radicalização do discurso de Lula e a dificuldade de formar alianças com a extrema-esquerda, a comunista diz que “construção de coalizão não se dá em torno de discursos, mas de um programa”.
“A tendência é que [o programa lulista] avance mais à esquerda”, avalia Alice.

Vamos!
Na Bahia, a criação do Vamos!, campo de unidade entre partidos e movimentos de esquerda, tem como principal fiadora a Frente Povo Sem Medo, composta majoritariamente por militantes ligados ao Psol e PSTU.
Na terça-feira, uma reunião na Ocupação Luísa Mahin, em um prédio no Comércio, deve definir os rumos da entidade no estado. Recém saída do PSTU, partido pelo qual disputou a eleição para o governo estadual em 2014, a bancária Renata Mallet critica a participação de petistas no grupo. “Minha opinião é que o PT entra no Vamos! para apagar o Psol”, elucubrou.
Mallet é uma das lideranças envolvidas em um recente reposicionamento na esquerda baiana. Após rachar com o PSTU em 2016, junto com outros 800 militantes da sigla no país, ela participou da criação do Mais (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista), que, agora, entrará no Psol, e se fundirá ao Nos (Nova Organização Socialista), corrente de pensamento interna da legenda.
Historiador político, o professor da Ufba Carlos Zacarias avalia que, apesar da inexpressividade, essas siglas têm capacidade de “fazer barulho”. Isso, analisa, deve provocar uma composição eleitoral nesse campo político, como ocorreu em outras oportunidades.
“Dizem que a esquerda só se une na cadeia, mas não é bem verdade isso”, afirma.

Esquerda tende a caminhar dividida nas eleições de 2018 Esquerda tende a caminhar dividida nas eleições de 2018 Revisado by CM on segunda-feira, agosto 21, 2017 Classificação: 5

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