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O que dominará o debate em 2018?

O cenário eleitoral de 2018 ainda é nebuloso, sujeito a incertezas. Não sabemos ainda nem os nomes que estarão na urna. Mas já é possível imaginar os temas que dominarão a campanha. Embora os programas naturalmente venham a dedicar espaço a questões como saúde, educação ou segurança, o debate eleitoral se dará sobre três eixos principais:

Economia – Este eixo tem sido o principal motivador do voto brasileiro desde a redemocratização. Não se trata apenas da influência clássica e comprovada que a situação econômica tem nas urnas – quando vai bem, favorece a situação; quando vai mal, a oposição. Mas também da visão que o brasileiro tem do papel do Estado e de modelo de desenvolvimento.??

Desde pelo menos o Plano Real, o candidato vitorioso transmitiu ao eleitor, de modo mais ou menos explícito, uma visão paternalista. Prometeu melhorar a condição econômica dele por meio de investimentos públicos, programas sociais ou apenas da manutenção do acesso a bens e privilégios garantidos pelo Estado.

??Tradicionalmente, o brasileiro se mostra refratário a apoiar programas de matriz liberal, que buscam desatar as amarras ao empreendedorismo, promover privatizações e desregulamentação econômica. Os dois partidos que chegaram ao poder pelo voto – PT e PSDB – o fizeram com base em propostas social-democratas.??

Nenhum exemplo mostra isso de modo tão eloquente quanto a tentativa patética do então candidato peessedebista Geraldo Alckmin de renegar as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso na campanha de 2006, vestindo jaqueta e boné com logotipos das empresas estatais.??

Mais recentemente, porém, houve sinais de mudança, ainda que tímida, na visão econômica do eleitor. A reeleição de Dilma Rousseff foi marcada por um debate vigoroso nesse campo com Aécio Neves. O fracasso econômico da gestão petista deixou uma marca no brasileiro, que preferiu candidatos mais liberais na eleição municipal de 2016.

??Duas dúvidas persistem para o ano que vem. Primeira: o eleitor manterá em 2018 a visão tradicional e apoiará partidos que adotem o discurso paternalista ou aceitará um discurso liberal mais explícito? Segunda: até que ponto a recuperação que se desenha favorecerá candidatos no campo governista?

Corrupção – Embora jamais tenha sido predominante para determinar o voto do brasileiro, este eixo ganhou vulto com a Operação Lava Jato. É hoje o medo de ser preso que rege os movimentos dos poderosos em Brasília, para não falar na estratégia daqueles já denunciados ou condenados.??

A revolta da população com a classe política é palpável. Nenhuma pesquisa deixa de apontar a corrupção entre as maiores preocupações. Caso ela prevaleça sobre a economia, tende a favorecer candidatos externos ao sistema partidário hegemônico. Enquanto os políticos convencionais enfatizarão na campanha suas conquistas ou experiência prévia, os novos porão os holofotes na roubalheira.

??Também aqui persistem duas dúvidas. Primeira: até que ponto o festival de denúncias deixou o eleitor entorpecido a ponto de achar que, já que todos são corruptos, tanto faz em quem votar? Segunda: o arrefecimento da Lava Jato – visível nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), na reação corporativa coordenada entre Legislativo e Executivo – terá força para tirar a corrupção do centro do debate?

Comportamento – É um eixo novo no debate político brasileiro. Tem se manifestado nos protestos contra exposições artísticas, na revolta das redes sociais contra ou a favor dos transgêneros, em manifestações da bancada evangélica no Congresso e ate mesmo na votação recente sobre o ensino religioso no STF.??

Assim como a corrupção, é um debate imbuído de forte carga moral. Mas se distingue por trazer convicções da esfera privada para a arena pública. O Brasil nunca viveu, como outros países, uma guerra cultural intensa em torno de questões como aborto, direitos de homossexuais ou porte de armas. Neste ano, pela primeira vez ela foi deflagrada.

??Os beneficiados por esse debate são candidatos de matriz conservadora. A dúvida aqui é uma só: a revolta dos costumes que se espalha pelas redes sociais terá influência decisiva na urna ou será secundária diante da economia e da corrupção?

Os estrategistas tentarão enfatizar na campanha cada um desses eixos de acordo com o interesse de seus candidatos. A Luiz Inácio Lula da Silva ou qualquer outro petista, interessa centrar a campanha na economia, com discurso paternalista. A Alckmin, interessam economia (hoje, com outro discurso) e comportamento. A João Doria, Luciano Huck ou Marina Silva, economia e corrupção. A Jair Bolsonaro, corrupção e comportamento. A principal dúvida é: o que interessará ao eleitor?
O que dominará o debate em 2018? O que dominará o debate em 2018? Revisado by CM on segunda-feira, outubro 16, 2017 Classificação: 5

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