Um ano após 10 mortes em incêndio, cinco denunciados viram réus; MPT quer indenização coletiva por danos morais

 
Há um ano, o desespero tomou conta da Avenida Getúlio Vargas, no centro de Camaçari, região metropolitana de Salvador. Um incêndio, para a polícia previsível, atingiu a filial de número 249 da rede de famárcias Pague Menos. Uma tarde angustiante, que acabou em luto, diante de 10 mortes.
  • Celine Pires Souza Castro, 9 anos
  • Lidiane Macedo Silva, 33 anos
  • Tatiane Ribeiro Mendes, 34 anos
  • Rosiane dos Santos, 35 anos
  • Denilda de Jesus Puridade, 36 anos
  • Luciane Alves Santos, 38 anos
  • Cristiana do Nascimento Souza, 39 anos
  • Vilma Conceição Santos, 40 anos
  • Idália Simão dos Reis, 58 anos
  • Maria do Carmo Santos de Menezes, 71 anos
Desde a tragédia, registrada no dia 23 de novembro de 2016, o caso ainda tramita na Justiça, sem o julgamento dos indiciados que tiveram responsabilidades identificadas em inquérito produzido pela Polícia Civil. O documento foi concluído em março deste ano e encaminhado para o Ministério Público da Bahia (MP-BA), que remeteu caso à Justiça.
Ao todo, a Polícia Civil indiciou oito pessoas. Três delas integravam a rede de farmácias e as outras estavam vinculadas a empresas terceirizadas (AR Empreendimentos) e 'quarteirizada' (Chianca), que faziam reparos no estabelecimento.
Procurado pelo G1, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) afirmou que a denúncia do MP gerou uma ação penal e que cinco dos oito denunciados viraram réus. São eles: Augusto Alves Pereira (gerente regional da Pague Menos); Maria Rita Santos Sampaio (gerente da farmácia incendiada); Erick Bezerra Chianca (sócio da empresa de manutenção Chianca); Rafael Fabrício Nascimento de Almeida (sócio da empresa de manutenção AR Empreendimentos); e Luciano Santos Silva (técnico em refrigeração pela AR Empreendimento). Todos respondem em liberdade.
A ação penal trata da denúncia de homicídio qualificado, que foi apresentada pelo MP. O TJ afirmou que todos os cinco réus possuem endereço fora da comarca de Camaçari, mas que quatro deles já foram localizados e apresentaram defesas prévias. 

O TJ acrescentou que apenas um dos réus não foi localizado no endereço informado. Sobre ele, o órgão diz que encaminhou a situação para o MP, que deve solicitar alguma medida cabível.
 
 
Ainda não há prazo definido para o julgamento dos réus. Por meio de nota, a Pague Menos defendeu, assim como fez logo depois da tragédia, a confiança na total isenção de responsabilidade dos funcionários indiciados e afirmou que isso será "provado até a conclusão do processo".
A Pague Menos ainda disse que está acompanhando de perto a todos os procedimentos administrativos e judiciais relacionados ao processo, "de modo a não se permitir que falte qualquer reparação devida aos envolvidos".
A empresa afirmou também que "vem cumprindo uma agenda permanente de apoio aos funcionários, clientes e suas famílias, por meio de assistência médica, psicológica e material".
Na nota, a Pague Menos não comenta o teor da denúncia apresentada pelo MP, como também o inquérito da Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, o G1 não conseguiu contato com a AR Empreendimentos e a Chianca.
 

Um ano após 10 mortes em incêndio, cinco denunciados viram réus; MPT quer indenização coletiva por danos morais  Um ano após 10 mortes em incêndio, cinco denunciados viram réus; MPT quer indenização coletiva por danos morais Revisado by CM on quinta-feira, novembro 23, 2017 Classificação: 5

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