'Dor muito grande. Não vai ficar impune', diz mãe das vítimas após absolvição da médica Kátia Vargas

Marinúbia Gomes, mãe dos irmãos Emanuele e Emanuel Gomes Dias, de 22 e 23 anos, mortos em um acidente que teria sido provocado pela médica Kátia Vargas, no bairro de Ondina, em Salvador, em outubro de 2013, falou com a imprensa após o júri popular do caso, que começou na última terça (5) e terminou nesta quarta (6), e que absolveu a acusada

A família das vítimas deixou o Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré, quando a juíza Gelzi Maria Souza solicitou que todos saíssem do plenário, antes de proferir a sentença. Do lado de fora, Marinúbia criticou a decisão. "Ela foi inocentada ninguém sabe como. A luta continua. A justiça não foi feita. Continuo acreditando na Justiça. É uma dor muito grande. Não vai ficar impune", afirmou.
Contudo, mesmo com a decisão desfavorável, ela agradeceu pela realização do julgamento. "Lutei quatro anos pelo júri popular e agradeço a Deus, hoje, por ter conseguido o que várias pessoas não conseguem", acrescentou Marinúbia. 

Apesar da absolvição de Kátia Vargas, a promotoria disse que vai recorrer. Marinúbia também falou sobre o futuro recurso. "Deus está no controle. Cabe recurso. Eu vou recorrer através do Ministério Público e dos meus advogados. Eu não lutei quatro anos para nada. Continuarei lutando", disse.

Julgamento 

O júri popular de Kátia Vargas começou na última terça-feira (5) e foi marcado por comoção com fotos do acidente, contestação de testemunhas e ré cabisbaixa. Nesta quarta-feira (6), o segundo dia de sessão começou com o interrogatório da médica, que negou ter batido o carro na moto onde estavam as vítimas.
Depois do interrogatório, foi feito um intervalo para o almoço. No retorno, foram feitas as argumentações da acusação e da defesa.
Durante toda a sessão desta quarta, Kátia Vargas se mostrou exausta e abatida. Em um dos momentos mais fortes do interrogatório da médica, quando ela falou como vive atualmente, e disse que a dor da mãe das vítimas era insuperável, ela desabou no choro. Após o interrogatório, Kátia Vargas retornou à cadeira de ré chorando muito. Ela permaneceu de cabeça baixa durante quase todo o tempo. 

Após as argumentações da acusação e defesa, a juíza convocou os jurados para a sala secreta, onde eles tiveram que responder sete questionamentos em uma cédula: as respostas poderiam ser sim ou não. Os votos, secretos, foram depositados em urnas. A decisão pela absolvição foi proferida por volta das 19h45.
Na decisão consta que: "Submetida, nesta data, a julgamento perante o Egrégio Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença, nos termos do art. 489 do CPP, decidiu, por maioria de votos, conforme Termo de Votação anexo, que a acusada não praticou crime de homicídio qualificado, pelo motivo fútil, perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, por duas vezes, em relação às vítimas Emanuel Gomes Dias e Emanuelle Gomes Dias, ao negar a autoria. 

As vítimas Emanuel Gomes Dias e Emanuelle Gomes Dias
A sentença é finalizada dizendo que: "Em face de tal deliberação, julgo improcedente a Ação Penal para ABSOLVER KÁTIA VARGAS LEAL PEREIRA das imputações constantes destes autos, tendo como vítimas Emanuel Gomes Dias e Emanuelle Gomes Dias. Considerando a decisão de absolvição, revogo as medidas cautelares impostas às fls. 692". G1



'Dor muito grande. Não vai ficar impune', diz mãe das vítimas após absolvição da médica Kátia Vargas 'Dor muito grande. Não vai ficar impune', diz mãe das vítimas após absolvição da médica Kátia Vargas Revisado by CM on quinta-feira, dezembro 07, 2017 Classificação: 5

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