Indústria de alimentos na Bahia cresce 16% - Blog Barreiras Noticias || O Vlog do oeste da Bahia

Indústria de alimentos na Bahia cresce 16%

Aproximadamente 60% da produção de grãos do estado são exportados para os países asiáticos, enquanto os 40% restantes são comercializados internamente. Outro importante resultado no período foi apurado no setor de veículos, que apresentou crescimento de 10,8%. Na avaliação do diretor da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Gustavo Pessoti, o crescimento das vendas de veículos novos em todo o país impulsionou a fabricação das montadoras instaladas na Bahia, sinalizando a retomada do crescimento econômico.

O setor automotivo, de acordo com Pessoti, tem uma participação importante na receita das exportações baianas, tanto pelos investimentos que realiza quanto pelos empregos que gera. No caso das bebidas, a política de atração de investimentos promovida pelo Governo do Estado, ao longo dos últimos anos, foi determinante para o incremento do setor e o consequente desempenho positivo para a economia baiana.

No cômputo geral, no entanto, a Bahia registrou queda de 4,5% em março em relação ao mês anterior, reflexo, principalmente, da política federal de descontinuar as atividades na área de petróleo e gás em todo o estado. A situação afeta, diretamente, toda a cadeia produtiva do segmento.

Pessoti explica que a indústria química e petroquímica ainda representa 50% da atividade industrial baiana. Atualmente, acrescenta o diretor da SEI, as empresas precisam importar a principal matéria-prima do setor – a nafta –, que antes era fornecida pela Petrobras. “Quem vendia nafta para a Bahia era a Petrobras, mas não está sendo mais assim”, diz.

Neste segmento, os principais indicadores negativos foram os produtos químicos (-20,4%), influenciados pela menor fabricação de etileno, propeno, buta-1,3-dieno, princípios ativos para herbicidas e benzeno e coque; assim como os produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,3%), influenciados pela menor produção de óleos combustíveis, óleo diesel, gasolina automotiva e naftas para petroquímicas.

“Estamos passando por um momento muito delicado. A indústria química e petroquímica está em um processo, que é mundial, de mudança da planta industrial”, afirma Pessoti. “Com a demanda desaquecida e a necessidade de importação da nafta, as empresas intermediárias do Pólo que utilizam a nafta atravessam dificuldades”.

O anúncio recente do governo federal de promover a desativação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen), localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia e com outra unidade em Sergipe, indica a tendência de desaquecimento do setor no estado. A Fafen é responsável pela fabricação de dois dos principais fertilizantes empregados na produção agropecuária: a ureia e a amônia. A União, no entanto, recuou da decisão após pressão do Governo do Estado e de segmentos que seriam prejudicados com o fechamento da fábrica, como o agronegócio.

Mesmo com a retração apurada em março, foi registrado um incremento de 0,9% na produção industrial baiana no acumulado dos três primeiros meses do ano, comparado a igual período de 2017. O diretor da SEI lembra que o desempenho industrial da Bahia poderia ter impacto positivo no índice apurado caso o IBGE atualizasse a matriz dos estados.

“Hoje temos uma indústria eólica e acrílica, por exemplo, em franca expansão, que não entra nos cálculos do órgão por não estarem incluídos no levantamento, embora nós já tenhamos solicitado uma revisão desses indicadores”, ressalta Pessoti.

Barreiras Notícias / SECOM BA
Indústria de alimentos na Bahia cresce 16% Indústria de alimentos na Bahia cresce 16% Revisado by Oeste Politica on sexta-feira, maio 11, 2018 Classificação: 5

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