'Bateu muito forte no meu rosto e o povo gritando para me soltar', diz grávida arrastada pelos cabelos por PM - Blog Barreiras Noticias || O Vlog do oeste da Bahia

'Bateu muito forte no meu rosto e o povo gritando para me soltar', diz grávida arrastada pelos cabelos por PM

A mulher que foi arrastada pelos cabelos por um policial militar no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, fez um desabafo sobre as agressões sofridas no último domingo (3). Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (6), a grávida de três meses disse que participava da trezena de Santo Antônio quando a guarnição chegou e abordou o rapaz. Toda a ação foi registrada em vídeo. 
"Eu estava aqui na praça com minhas duas filhas quando eles chegaram e começaram a abordar o menino, perguntando onde estava a droga. Aí eles começaram a bater no menino e todo mundo começou a gritar pedindo para parar, porque eles estavam agindo com muita violência", relatou a mulher, que preferiu não se identificar. 


Segundo a Polícia Militar, o vídeo com o flagrante já foi encaminhado para a corregedoria da corporação para ser submetido a análise. Em nota, a instituição disse que “a PMBA apura com rigor todo comportamento policial militar que fuja à técnica, pois casos isolados não podem comprometer o bom desempenho de toda a tropa".
À espera do quarto filho, ela relatou como ocorreu a agressão. "Eu era só mais uma das pessoas que estavam aqui e não sei porque ele me escolheu para bater. Ele puxou meu cabelo com força, estou com dor no pescoço até agora", conta.
Bateu muito forte no meu rosto e o povo gritando para me soltar, que eu estava grávida, e ele continuou me agredindo
De acordo com a vítima, o policial que a agrediu não estava junto com a guarnição que abordou o jovem no bairro.

"O policial que deu o tapa na minha cara não estava junto com a guarnição que agrediu o menino. Só tinha uma viatura e de repente apareceu a outra. Começamos a gritar porque tinha muita gente, muita família, gritamos que era covardia, que ele ia matar o menino", conta.
Ele não me disse nada, não me abordou nem nada, já chegou me batendo e o povo pedindo para me soltar
Moradora da região, a mulher contou que ninguém conhecia o rapaz que foi agredido durante abordagem da PM. "Eles chegaram e ficaram perguntando 'cadê a droga' e passaram a agredir o rapaz. Eu penso assim, como policial, no seu dever, eles têm que abordar e, se achar a droga, prender e levar para delegacia, não fazer isso", disse.
Mas eles espancaram o menino, eles quase matam o menino de pancada aqui, isso é inadmissível
Para ela, foi um desaforo a agressão. "Eu sou mãe de família, tenho três filhos. Estava com minhas duas filhas, uma de 11 anos e uma de 4. Foi um desaforo ele me bater, eu grávida, sem ter feito nada. Fiquei muito agitada, muito nervosa, comecei a gritar e ele sem querer me soltar", relatou.
É muito importante o trabalho deles, que eles façam essa abordagem, porque inibe a criminalidade nos locais, mas não desse jeito

Caso

Um vídeo gravado por um turista mostra quatro policiais abordando um jovem na região do largo no bairro, onde estava ocorrendo a Trezena de Santo Antônio. O jovem alvo da revista resiste à tentativa dos policiais de colocá-lo na viatura e acaba sendo agredido com alguns golpes de cassetete e tapas. 

As pessoas em volta comentam que o jovem está sendo agredido por conta da apreensão de um cigarro de maconha e o aconselham a não entrar na viatura. Por conta da intensificação da ação dos militares, as pessoas fazem um coro e chamam os policiais de covardes. 

Em um momento, um dos policiais envolvidos na operação parte para cima de uma mulher, que estava no grupo que protestava contra a ação, com tapas no rosto e puxões de cabelo. O PM chega a arrastar a mulher pelos cabelos. Algumas pessoas tentam evitar as agressões afirmando que a mulher estava grávida, e o colete do policial chega a cair. 

O vídeo não mostra como termina a operação. A Polícia Civil informou que homem alvo da ação foi conduzido à unidade policial e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por uso de droga e resistência à prisão. Após ter sido ouvido, foi liberado. 

Moradora do bairro do Santo Antônio Além do Carmo, Tânia Pastori, disse ao G1 que a ação da polícia no bairro surpreendeu. "Eu moro aqui há 63 anos e nunca vi a polícia agir desse jeito. Fiquei muito surpresa com a truculência, porque aqui é um ambiente muito tranquilo, eles não costumam agir assim aqui no Santo Antônio", contou a integrante da Associação de Moradores do bairro.


'Bateu muito forte no meu rosto e o povo gritando para me soltar', diz grávida arrastada pelos cabelos por PM 'Bateu muito forte no meu rosto e o povo gritando para me soltar', diz grávida arrastada pelos cabelos por PM Revisado by CM on quarta-feira, junho 06, 2018 Classificação: 5

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