quarta-feira, janeiro 09, 2019

Dodge pede 80 anos de prisão para Geddel no processo do bunker de R$ 51 milhões


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou as alegações finais do Ministério Público Federal com relação ao processo que envolve o bunker de R$ 51 milhões encontrado em apartamento alugado pela família Vieira Lima. No pedido de condenação, Dodge pede que Geddel Vieira Lima tenha pena de 80 anos de prisão e seu irmão Lúcio 48 anos e 6 meses.

Geddel Vieira Lima , Lúcio Vieira Lima, a mãe Marluce Vieira Lima e o empresário Luiz Fernando Machado Costa e Silva foram denunciados em dezembro de 2017 por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em uma busca em um dos apartamentos da família, que fica a um quilômetro da residência oficial de Marluce, a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões dentro de malas .

Ainda que todos os réus neguem a propriedade do dinheiro, digitais de Geddel foram encontradas nas notas presentes no bunker. O deputado e ex-ministro está preso desde dezembro de 2017 no presídio da Papuda , em Brasília.

Nas alegações finais, Raquel Dodge afirma que ‘apenas no caso envolvendo a Caixa Econômica Federal, a participação de Geddel teria rendido pagamentos de propina de R$ 170 milhões a agentes públicos’. “No caso do peculato, as investigações revelaram que até 80% dos salários pagos pela Câmara dos Deputados a Job Brandão ao longo de 28 anos era repassada à família. O próprio assessor, que colaborou com as investigações, confirmou as irregularidades”.

Dodge ainda sustenta que, de acordo com a investigação, o dinheiro encontrado no bunker é consequência de uma ação da família para ocultar as notas.

“Geddel, Lúcio e Marluce determinaram uma nova transferência deste dinheiro para o apartamento vizinho, de número 201, mantendo lá o depósito oculto e dissimulado desta elevadíssima soma de dinheiro, permanentemente, até 05/09/2017, ocasião em que a Polícia Federal, por ordem do Juízo da 10′ Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, fez busca no local e apreendeu o numerário”, escreve.

A procurada defende que parte do dinheiro encontrado no bunker é resultado de corrupção praticadas desde 2010 e identificadas em duas operações da Polícia Federal: Lava Jato e Cui Bono.

Fonte: Último Segundo

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