quarta-feira, janeiro 09, 2019

Por que desobedecer o pai pode render cadeia às mulheres na Arábia Saudita

A Arábia Saudita foi aplaudida internacionalmente no ano passado quando suspendeu uma lei que proibia as mulheres de dirigir.
Mas as restrições impostas às mulheres permanecem - principalmente sob o "sistema de
tutela masculina", em que o pai, irmão, marido ou filho têm autoridade para tomar decisões importantes em nome delas.
Esse controle ficou evidente no início de janeiro, quando uma jovem saudita que fugia da família se trancou no quarto de um hotel em Bangcoc, na Tailândia, e se recusou a ser deportada, alegando temer pela sua vida caso voltasse para casa.


A mulher saudita precisa obter aprovação de um parente do sexo masculino para solicitar passaporte, viajar para fora do país, estudar no exterior com uma bolsa do governo, se casar, deixar a prisão ou até mesmo sair de um abrigo para vítimas de abuso.
"Isso é algo que afeta todas as mulheres e meninas sauditas, desde o nascimento até a morte. Elas são tratadas essencialmente como menores", disse à BBC a jornalista egípcia-americana Mona Eltahawy.

© Reuters O príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman (E) e seu pai, o rei Salman, introduziram algumas reformas

Questão religiosa

O sistema é considerado uma derivação da interpretação religiosa saudita de um verso do Alcorão que diz: "Os homens são os protetores e provedores das mulheres, porque Deus deu a uns mais [força] do que a outros, e porque eles as sustentam com seus recursos".
A ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch informou em 2016 que o reino "claramente e diretamente impõe a necessidade de tutela em certas áreas", e várias mulheres que desafiaram o sistema foram alvos de processo e detenção.


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