sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Metade dos alunos de escolas públicas estaduais estão atrasados na Bahia

Dados do Censo Escolar 2018 mostram que, no ensino fundamental, a Bahia lidera o ranking nacional com a pior distorção idade-série - quando os alunos têm a partir de dois anos a mais do que é considerado ideal para a série em curso. O índice na rede estadual é de 47,8%, o que significa dizer que 5 entre 10 estudantes estavam atrasados.


Rio de Janeiro, Sergipe, Maranhão e Pará completam a lista dos cinco piores. A média nacional para a rede estadual foi de 19,6%.

Detalhando os dados da Bahia, as redes municipais registraram 31,2% de distorção idade-série no ensino fundamental, e as escolas federais, 16,5%.

No ensino médio, a distorção idade-série também é intensa no estado, que teve média de 4 em cada 10 alunos atrasados, ou 43,8%.

A série histórica dos últimos cinco anos, a partir de 2014, mostra que o estado teve melhora na condição do ensino fundamental, uma vez que a taxa de distorção teve queda de 12,8%. A situação do ensino médio, porém, teve piora, com aumento de 6,6% do número de alunos que estão atrasados na escola.

Explicações

De acordo com o Inep, o fenômeno da distorção idade-série está ligado ao baixo nível de aprendizagem, relacionado às condições de oferta, à qualificação do professor, entre outros fatores. 

A Secretaria Estadual da Educação (SEC) afirmou que, para universalizar o acesso à educação fundamental, é necessário enfrentar o desafio de diminuir a distorção idade-série. Segundo a pasta, o índice na Bahia, no ensino fundamental, registrou uma redução 17,6 pontos percentuais entre 2006 e 2018, saindo de 46,1% para 28,5%.

O levantamento também mostrou que o número de matrículas nas escolas públicas brasileiras caiu em 2018 e a maior preocupação é com o ensino médio. Foram menos 200 mil matrículas em 2018 no país. Nos últimos cinco anos, a queda total foi de 7,1%. Mais de 900 mil adolescentes de 15 a 17 anos estão fora da escola e não concluíram o ensino médio.

Formação dos professores

Outra situação preocupante é a quantidade de professores sem formação superior que assumem turmas, desde o ensino infantil até o médio. Em 2018, para a educação infantil, 5 em cada 10 professores não tinham terminado uma faculdade, 30% não tinham formação adequada para o ensino fundamental e 10% para o ensino médio.

No cenário nacional, para a educação infantil nas escolas sob administração do Governo do Estado, a Bahia ficou com a sexta pior posição, à frente de Tocantins, Acre, Minas Gerais, Amapá e Pernambuco. Também na sexta colocação ficaram as escolas municipais (40%), tendo melhores resultados que Maranhão, Amapá, Alagoas, Rio de Janeiro e Piauí.

No ensino fundamental baiano, a taxa é menor, porém alcança 30% dos docentes, deixando o estado em quinto lugar no país. No ensino médio, 2 em cada 10 professores não concluíram o ensino superior e estão em sala de aula - oitavo pior resultado entre os estados.

Na rede estadual, a situação é pior: 9 em cada 10 professores de educação infantil não têm o ensino superior. Dos docentes que lecionam no ensino fundamental, 10% não concluíram a faculdade, assim como no ensino médio. A média nacional para o ensino fundamental é de 94% de professores com formação superior nas escolas estaduais e 95,1% no ensino médio.

Segundo a SEC, houve um crescimento de 6,6 pontos percentuais no número de professores com nível superior no estado: saindo de 60,6% em 2015 para 67,2% em 2018. A pasta ainda apontou que um concurso público foi realizado recentemente e “2.089 professores estão tomando posse neste mês, todos com nível superior, formados em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), além de 598 novos coordenadores pedagógicos, sendo que 200 já foram nomeados e os demais assumirão em breve”.

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