sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Vale previu inundação de refeitório e sede de barragem e desprezou o risco

Antes da tragédia de Brumadinho (MG), a Vale já sabia que um eventual rompimento de barragem no local destruiria as áreas industriais da mina de Córrego do Feijão, incluindo o restaurante e a sede da unidade, onde estava parte dos mortos e desaparecidos.


A informação consta do plano de emergência da barragem, de 18 de abril de 2018.

Procurada desde segunda-feira (28), a mineradora se recusou a encaminhar o documento, obtido pela Folha junto a um dos órgãos oficiais encarregados de recebê-lo.

O rompimento da estrutura na última sexta-feira (25), destruiu até as sirenes que deveriam alertar os empregados da companhia . Também matou responsáveis pela comunicação em caso de ruptura.

Até esta quinta (31), as autoridades contabilizavam 110 mortos e 238 desaparecidos na tragédia. Muitos deles estavam no restaurante da mina, , a cerca de um quilômetro da barragem. O rompimento ocorreu na hora do almoço. Outros estavam na pousada Nova Estância, cuja inundação também estava prevista no plano.

Barreiras Notícias  /  Folha

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