Cras de São Desidério realiza roda de conversa sobre deficiência: desafios e enfretamentos

O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), por meio da Secretaria de Assistência Social, realizou na tarde da última sexta-feira, 12, uma roda de conversa sobre deficiências e os desafios, funcionamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos- SCFV e Serviços de Proteção e Atendimento Integral à Família-PAIF. O encontro contou com a presença da coordenadora do Programa BPC na escola do Cras, Kássia Marciela Almeida e usuários dos programas. Os encontros serão realizados mensalmente. 


Com o tema Emponderamento, Potencialidades e Experiências da Pessoa com Deficiência, a coordenadora do Programa BPC na escola, Kássia Marciela explicou os desafios encontrados no dia a dia dos usuários do programa. “Eles têm que conviver com preconceito por parte da sociedade, e isso nos deixa triste porque eles são pessoas que precisam do nosso carinho e apoio, mas infelizmente ainda existem alguns comentários maldosos. Esses encontros visam promover o acompanhamento e o acesso aos direito socioassistenciais, e orientando eles que a pessoa deve ter empoderamento, que a deficiência é só uma limitação, que eles devem garantir plena participação na comunidade, conhecimentos de direitos, poder de decisão, sendo pessoas autodefensores, se aceitar e contribuir na construção de uma comunidade inclusiva”, disse. 
Os noivos Lucivânia Jesus e João Vieira são portadores de deficiência visual, para conseguir os seus objetivos, tiveram que enfrentam o preconceito e desafiar as suas próprias limitações. “No inicio ficava pedindo um e outro para fazer alguma coisa pra mim, hoje eu faço sozinha, porque não temos que deixar a deficiência nos impedir de realizar as nossas tarefas e dos nossos sonhos, temos que aceitar e encarar a realidade”, expressou Lucivânia Jesus. 
Renato Soares nasceu com uma pequena deficiência no braço, ele mora em Luís Eduardo Magalhães e foi convidado para falar um pouco sobre as suas experiências. “Sou professor de dança, trabalho em quatro academias e duas escolas, sempre sofri preconceito, mas não deixei isso interferir nos meus objetivos, hoje eu piloto moto e moro sozinho, vivo minha vida normal e quando alguém rir de mim, isso só me faz crescer. Por isso peço a todos portadores de alguma deficiência não deixar se abater por criticas e vença na vida”, aconselhou.
 “O meu filho é deficiente auditivo, mas, isso não impediu que ele realizasse as atividades do dia a dia e sempre estou ao lado dele o apoiando em todas as suas escolhas, o meu filho é tudo na minha vida”, disse Laudiceia Ana da Silva, mãe de Jeferson Felipe da Silva. 
 
Texto: Ascom SD / Fotos: Arquivo Cras
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