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Após 2 anos, quase metade dos casos de mortes violentas segue sem autoria identificada na Bahia - Blog Barreiras Noticias | Região Oeste - Bahia

Após 2 anos, quase metade dos casos de mortes violentas segue sem autoria identificada na Bahia

Francivaldo Silva, Xaynna Shayuri Morganna, Gabriel da Silva Oliveira, Robson Rocha dos Anjos, José Carlos Cirilo dos Santos Júnior e Hércules Pereira de Jesus nunca tiveram nenhuma relação entre si. Suas histórias, no entanto, compartilham de um mesmo fim trágico: foram assassinados em uma mesma semana de 2017 e os crimes de que foram vítimas permanecem sem nenhuma solução até agora, dois anos depois.

Na semana em que foram assassinados, entre 21 e 27 de agosto daquele ano, a Bahia registrou 99 mortes, cujos inquéritos são acompanhados pelo Monitor da Violência, projeto especial do G1 que mapeia o andamento de investigações e processos envolvendo os crimes violentos do período.


Os casos de Francivaldo, Xaynna, Gabriel, Robson, José e Hércules não são isolados. Isso porque, do total de inquéritos abertos pela polícia para apurar as mortes ocorridas naquela semana específica, 51,6% seguem em andamento na polícia e quase metade (40 inquéritos, ou 44% do total) não conseguiu identificar os autores do crime e nem a motivação.

Quarenta a um por cento dos inquéritos foram concluídos e somente 5% chegaram a ser julgados pela Justiça. É o que revela um novo levantamento exclusivo feito pelo G1, agora em 2019.
Andamento dos inquéritos policiais que apuram as 99 mortes na BA
Mortes ocorreram no período entre 21 a 27 de agosto de 2017.
Concluídos: 37Em andamento: 46Arquivados: 2Não informados: 4
Fonte: Polícia Civil

Em todo o país, foram 1.195 mortes registradas de 21 a 27 de agosto de 2017. Quase a metade ainda segue em investigação na polícia. Só um em cada cinco casos teve uma prisão efetuada, e menos de 5% já têm um condenado pelo crime.

    Cinco casos foram julgados.

O Código de Processo Penal determina que um inquérito policial seja concluído em 10 dias quando houver prisão em flagrante ou 30 dias, em caso de inexistência de prisão cautelar. Os delegados, no entanto, podem pedir um prazo maior para elucidar o caso – o que normalmente acontece. Por isso, mais da metade dos crime segue com a investigação em aberto na polícia dois anos depois.


Crimes sem solução

Francivaldo Silva Santos, de 30 anos, foi assassinado a tiros no município de Antônio Cardoso, a cerca de 140 km de Salvador. De acordo com a polícia, ele morava em uma localidade conhecida como Orobó, na zona rural do município, e foi morto dentro de casa, na Fazenda Orobó. Ele foi atingido por disparos em diversas partes do corpo.

A polícia informou, em agosto de 2019, que ainda não tinha informações sobre a autoria e motivação do crime. Destacou, ainda, que o inquérito que apura o caso foi remetido à Justiça no dia 31 de janeiro de 2019 e que, como o autor do crime ainda não foi identificado, aguarda posicionamento sobre necessidade de novas diligências.

A travesti Xaynna Shayuri Morganna, de 41 anos, foi morta a tiros na cidade de Cachoeira, no recôncavo da Bahia. Era era militante das causas de LGBT no município e estava à beira do Rio Paraguaçu quando foi atacada por três homens armados, que chegaram ao local em um carro.

Os suspeitos ainda não forma identificados. A Polícia Civil informou que o inquérito está em andamento e que aguarda resultado de exame pericial para dar prosseguimento à investigação.

Robson Rocha dos Anjos foi baleado na 1ª Travessa Vinte de Agosto, no bairro de Campinas de Pirajá, em Salvador, e chegou a ser socorrido pela mãe para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil informou que o inquérito que apura o caso foi remetido à Justiça mesmo sem identificação de autoria.

O crime cometido contra Gabriel da Silva Oliveira, de 19 anos, morto a tiros no município de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, ao contrário dos dois anteriores, já teve o inquérito concluído, mas ainda não se sabe quem o matou.

A vítima foi baleada no Condomínio Sabiá, no bairro Jardim Limoeiro. A Polícia Civil informou que o inquérito que apura o crime foi remetido à Justiça, com relatório final, no dia 23 de janeiro de 2019, mas que não conseguiu identificar a autoria do crime. O G1 procurou o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Tribunal de Justiça (TJ-BA) para saber atualizações do caso, mas não obteve retorno.
Fonte:
https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2019/09/23/monitor-da-violencia-apos-2-anos-quase-metade-dos-casos-de-mortes-violentas-segue-sem-autoria-identificada-na-ba.ghtml
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