Oeste da Bahia: Mãe diz que não sabia do passado sombrio do homem acusado de matar seu filho e a própria mãe dele.

 Um funcionário do metrô do Distrito Federal é suspeito de matar o filho de 1 ano e 11 meses, depois de sequestrá-lo no Distrito Federal. Ele fugiu com a criança na última sexta-feira (29), após buscá-lo na creche, na Asa Sul. Nessa segunda (2), ele foi preso em Alagoinhas, no interior da Bahia, e confessou ter matado a criança.

Paulo Roberto de Caldas Osório ficou internado na ala psiquiátrica da Penitenciária da Papuda, em Brasília, por 10 anos, por ter assassinado a própria mãe.

Ele tem esquizofrenia e toma medicamentos controlados. A mãe do menino Bernardo, Tatiana da Silva, não sabia do passado do ex-companheiro. Ela só soube da história após conversar com os vizinhos de Paulo, enquanto procurava pelo filho.

"Você conversa por horas com ele [Osório] e não há emoção. Ele fala do filho como o menino. Ele relata a morte do menino, a ocultação do cadáver, e em nenhum momento ele se emociona", disse o delegado Leando Ritt.

Ainda de acordo com a polícia, Paulo alegava que tinha restrições para visitar o filho e isso o teria motivado a armar o sequestro. Durante o sumiço do garoto, ele chegou a enviar áudios garantindo que a família de Tatiana não veria mais a criança.

"Vocês nunca mais vão ver o Bernardo, porque agora ela [ex-sogra] vai entender o que é cinco minutos sem vê-lo."


Segundo o delegado, em depoimento, Paulo disse que a intenção inicial era apenas dar um susto. "Ele fala que a vontade era sumir durante alguns dias para dar um susto a família, deixar a família desesperada", explica.

Crime
Ele afirmou à polícia que iria viajar para a casa da ex-mulher em Minas Gerais, no entanto, não soube dizer o nome do município e pegou uma estrada para a Bahia.

Como toma medicamentos controlados, ele deu o mesmo remédio para o filho, acreditando que ele iria dormir durante a viagem.
"Há suspeita de que o menino possa ter morrido pela ingestão do medicamento ainda dentro de casa e ele colocado o bebê na cadeirinha e dado fuga", disse o delegado.

Ainda no depoimento, o homem afirmou que, durante a viagem, percebeu que Bernardo estava morto. Ele disse que, por isso, parou o carro e deixou o corpo do menino em um matagal – mas não soube precisar o local.

Doença
Segundo informações do G1, na época em que matou a mãe, em 1992, ele foi considerado inimputável, ou seja, não tinha condições de responder pelo crime devido ao seu transtorno mental. Apesar disso, ele foi aprovado no concurso do metrô, que exige avaliação psicológica.

Paulo estava afastados do seu trabalho por 60 dias, devido a uma licença psiquiátrica. Ele atua como agente de estação. A companhia do metrô disse que não comentaria sobre o caso.

"A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) informa que Paulo Roberto Osório é empregado da empresa e não comentará o assunto, uma vez que os fatos narrados não se relacionam com suas atividades na Companhia", disse em nota.
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