Com isolamento em baixa, Brasil pode ultrapassar estatísticas estratosféricas dos EUA

Diante das taxas de isolamento cada vez mais baixas,  o infectologista Dalcy Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Doenças Tropicais, disse que é bem plausível que o Brasil alcance estatísticas estratosféricas com a pandemia do novo coronavírus.

Segundo no mundo em casos confirmados de Covid-19, com quase 370 mil pessoas contaminadas, o país já tem quase 23 mil mortos e caminha para chegar perto ou mesmo ultrapassar os números assustadores dos Estados Unidos, que, até o último fim de semana, tinham 97.048 óbitos pela doença e somavam 1.641.585 notificações oficializadas.

“As pessoas aqui não aderiram ao isolamento social”, afirmou Albuquerque, segundo o portal UOL.

De acordo com o especialista, mesmo em locais onde a Covid-19 estão em alta, como São Paulo, a adesão às medidas restritivas tem ficado na casa dos 50%.

“Uma divergência de condutas entre as esferas de governo deixou a população confusa e, a maioria acaba seguindo pelo mais fácil, não ficando em casa. Além disso vários hospitais de campanha que iriam ajudar o sistema de saúde não ficaram prontos como planejado e houve dificuldade em garantir respiradores e infraestrutura nesses locais. Alguns estados, ainda por cima, estão com grave crise financeira. A soma disso tudo pode levar o Brasil a se tornar o epicentro mundial da doença em algum momento, passando mesmo os Estados Unidos”, projetou o infectologista.
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