Bahia é o estado com maior aumento no n° de pessoas que não procuraram trabalho por causa da pandemia em julho, diz IBGE

 



 A Bahia é o estado do país que registrou o maior aumento no número de pessoas que não procuraram trabalho por causa da pandemia em julho, segundo informações da PNAD Covid-19, divulgada nesta quinta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Segundo informações do IBGE, em julho, o número de desocupados (pessoas que não estavam trabalhando e procuraram emprego) continuou aumentando na Bahia, embora em ritmo menor do que entre maio e junho. Passou de 904 mil em junho para 924 mil em julho (mais 24 mil desocupados, ou +2,2%) -- de maio para junho havia crescido 6,1% (mais 53 mil pessoas).


Em julho, a taxa de desocupação baiana foi a terceira mais alta entre os estados, abaixo apenas das verificadas em Amazonas (17,0%) e Maranhão (16,7%).


No Brasil, a taxa de desocupação avançou de 12,4% para 13,1%, entre junho e julho, com altas em 21 das 27 unidades federativas (26 estados e o Distrito Federal). A diferença na Bahia (+1,0 ponto percentual) foi a oitava maior entre os estados.


Enquanto isso, o número de pessoas que não estavam trabalhando, queriam trabalhar, mas nem chegaram a procurar emprego por causa da Covid-19 ou por falta de oportunidades na região onde viviam, cresceu ainda mais no estado, chegando a 2,310 milhões de pessoas, 270 mil a mais que em junho (2,401 milhões).


O aumento, em termos absolutos (+270 mil pessoas) foi o maior do país. Somando esse grupo ao dos desocupados (924 mil), no mês passado, a pandemia ainda dificultava a busca por trabalho para 3,233 milhões de pessoas na Bahia.


O levantamento aponta que foi o maior contingente de impactados no estado desde maio e continua o segundo maior do país, abaixo apenas do verificado em São Paulo (6,463 milhões de pessoas).


Em julho, 4.882 milhões de pessoas de 14 anos ou mais trabalhavam na Bahia, ou seja, estavam ocupadas. Esse número caiu (-5,2%) frente a junho, quando eram 5.151 milhões de trabalhadores no estado, o que representou menos 269 mil pessoas trabalhando em um mês.


Com a redução da população ocupada, a Bahia teve, em julho, o menor nível de ocupação desde 2012: 40,7% das pessoas em idade de trabalhar estavam ocupadas no estado. Essa proporção caiu em relação a junho, quando havia sido de 42,9%


A perda de postos de trabalho no estado (-269 mil) foi a segunda mais intensa do país, nesse período, abaixo apenas da verificada em São Paulo, onde a população ocupada recuou em 321 mil pessoas, entre junho e julho (passou de 19,9 milhões para 19,6 milhões).



Entre junho e julho, na Bahia, houve saldo negativo no número de trabalhadores em 5 dos 11 grupos de atividades investigados pelo IBGE.


Os segmentos de outras atividades (-201 mil trabalhadores entre junho e julho), alojamento e alimentação (-61 mil) e outros serviços (-46 mil) mostraram a maiores reduções.


Por outro lado, a atividade de construção teve o maior aumento no número de trabalhadores entre junho e julho (+35 mil ocupados), seguida por comércio, reparação de veículo automotores e motocicletas (+18 mil trabalhadores) e, empatadas, a indústria (+16 mil trabalhadores ) e a administração pública (+16 mil ocupados).


De acordo com os dados da pesquisa, em julho, a taxa de informalidade na Bahia recuou para 46,1%, frente a 48,0% em maio e junho. Isso significa que, no estado, 2,250 milhões de pessoas eram empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos sem carteira assinada; empregadores ou trabalhadores por conta própria que não contribuíam para o INSS; ou trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.


Já a adoção do trabalho remoto cresceu discretamente. Em julho, 326 mil pessoas ocupadas estavam em home office (6,7% da população ocupada), frente a 302 mil pessoas em junho (5,9% dos trabalhadores) e 280 mil em maio.


Número de pessoas afastadas por causa do isolamento social cai


Entre junho e julho, o número de trabalhadores que estavam afastados de suas atividades profissionais por causa da necessidade de isolamento imposta pela pandemia da Covid-19 caiu quase à metade na Bahia.


A pesquisa do IBGE aponta que no mês passado, 527 mil pessoas tinham um trabalho, mas estavam afastadas por causa do isolamento social. Em junho, foi registrado 984 mil. Ou seja, 458 mil pessoas deixaram o afastamento do trabalho (redução de -46,5%) em um mês.


Com isso, a proporção de trabalhadores afastados pela pandemia na população ocupada total do estado recuou de 19,1% em junho para 10,8% em julho, mantendo-se como a 11ª proporção entre os 27 estados.


Número de pessoas com redução salarial na Bahia cai


Em julho, a Bahia continuou a ter a maior proporção de pessoas ocupadas com redução salarial do país, ainda que esse número tenha diminuído.


Segundo o IBGE, no mês passado, 35,3% das pessoas ocupadas na Bahia (ou 1,686 milhão de trabalhadores) tiveram redução no que de fato receberam (rendimento efetivo), comparado com o que costumavam receber (rendimento habitual).


A redução média no rendimento de trabalho na Bahia, em junho, foi de 14,7%. Habitualmente, os trabalhadores no estado tinham um rendimento médio mensal de R$ 1.674, em julho receberam efetivamente R$ 1.427 (menos R$ 246).


Em julho, quase seis em cada 10 domicílios na Bahia tinham ao menos um morador que recebeu algum tipo de auxílio emergencial (59,8% do total ou 2,889 milhões de domicílios). Esse número vem crescendo mês a mês desde maio, quando eram 2,615 milhões de domicílios beneficiados (54,6%).


Fonte: Blog Bahia / G1
Barreiras Notícias  / G1
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