Aliados e auxiliares do presidente Jair Bolsonaro afirmaram que o titular do Palácio do Planalto só deve definir seu futuro partidário após as eleições das mesas diretoras da Câmara e do Senado. É quase certo que a inclinação para o Centrão seja confirmada. As informações são da coluna de Igor Gadelha, na CNN Brasil.

Em 1º de fevereiro, as duas casas escolhem seus presidentes para o biênio 21/22. Na Câmara, os bolsonaristas tendem a apoiar Artur de Lira (PP-AL), mesmo que o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) possa se candidatar. O cenário no Senado não está sinalizado. O presidente e seu grupo próximo teme que a escolha do partido prejudique os planos no parlamento.

Após as eleições municipais, Bolsonaro reforçou uma tendência se filiar em uma sigla do centrão, principalmente PP ou PSD. Outro caminho é procurar uma legenda menor, onde ele possa assumir o comando nos estados. Bolsonaro já vem dialogando com o presidente do Patriotas, Adilson Barroso.

Ainda segundo a CNN, o presidente não descartou a criação da Aliança pelo Brasil. O bolsonarismo não chegou nem perto de coletar as assinaturas necessárias para propor um partido à Justiça Eleitoral antes da sucessão municipal, mas terá outra chance em 2021.