A Bahia gerou 16.437 postos de trabalho com carteira assinada em outubro, resultado que decorre da diferença entre 54.399 admissões e 37.962 desligamentos, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apesar da melhora nos postos com carteira assinada, o desemprego bateu recorde no estado, com 20,7% no terceiro trimestre, liderando o ranking do país.

As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). A criação de empregos ficou acima do verificado no mesmo mês do ano anterior, quando 589 postos de trabalho foram fechados, sem as declarações fora do prazo.

Este é quarto resultado positivo, sinalizando que o último trimestre do ano, a economia deve registrar crescimento, embora de maneira mais tímida pelo recrudescimento da pandemia no estado. No acumulado do ano, os saldos ainda são negativos no estado (-16.950 postos), na região nordestina (-31.823 postos) e no país (-171.139 postos).

A taxa de desocupação se tornou a maior taxa para a Bahia desde o início da série histórica da PNAD Contínua Trimestral em 2012, que leva em consideração o mercado de trabalho amplo, incluindo informais. Entre julho e setembro, no Brasil, a taxa de desocupação foi de 14,6%, também a maior da série histórica.

A inda conforme a pesquisa do SEI, o número de pessoas trabalhando vem em queda nos últimos trimestres e chegou ao menor patamar histórico agora, com pouco mais 4 milhões e 800 mil pessoas ocupadas no estado. Por outro lado, o número de pessoas em busca de trabalho aumentou um pouco, passando de um milhão e 200 mil.

Já o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), índice que avalia as expectativas do setor produtivo do estado, calculado pela SEI, apresentou, em novembro, um quadro de maior confiança comparativamente ao observado no mês anterior. Com este avanço, o pessimismo diminuiu mais uma vez e a confiança empresarial manteve a trajetória de recuperação iniciada em junho.

Numa escala que pode variar de -1000 a 1000 pontos, o ICEB marcou -153 pontos, mantendo a confiança do empresariado local na zona de Pessimismo Moderado. Desde janeiro, a confiança acumula uma queda de 222 pontos.