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Paulo Gustavo não tinha nenhuma comorbidade, afirma equipe médica ~ Blog Barreiras Noticias | Oeste Baiano no Geral

A equipe médica que cuidou de Paulo Gustavo, morto na última terça-feira em decorrência de complicações de Covid-19, esclareceu, no “Fantástico” deste domingo, que o ator não tinha comorbidade e era saudável. Os profissionais salientaram a brutalidade da doença e a importância dos cuidados.

“Não (sobre estar no grupo de risco). Não tinha nenhuma doença”, disse Fabio Miranda, chefe da terapia intensiva do hospital Copa Star, em Copacabana, onde o ator ficou 53 dias internado.

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Os médicos esclareceram que a asma de Paulo estava controlada há muitos anos, era leve e não interferiu no caso.

Foi no dia 13 de março que Paulo Gustavo deu entrada em um hospital no Rio de Janeiro. Ele já tinha o diagnóstico de Covid e nos dias anteriores à internação monitorava a doença com a ajuda de um oxímetro. Mas o coronavírus avançava de forma muito rápida.

Nesses primeiros dias, Paulo Gustavo foi três vezes ao hospital para fazer tomografias. Na primeira, tinha menos de 10% dos pulmões comprometidos; na segunda, 25%; e na terceira tomografia, menos de uma semana depois dos primeiros sintomas, 75% dos pulmões já estavam acometidos pela doença. Era o início de uma longa internação, que durou 53 dias.

O quadro se tornou mais complicado, segundo os médicos, quando surgiu um pneumomediastino. nome que se dá quando o ar do pumão vaza para o espaço onde fica o coração. Ali, não pode haver ar, por isso houve uma drenagem e ele voltou a melhorar. Depois, outras complicações apareceram, como hemorragias e fungos no pulmão, além de fístulas broncopleurais.

“As medidas corretivas eram tomadas, e ele passava a melhorar. Menos de 48 horas, surgia uma outra complicação”, disse Fabio.

Bastante debilitado, a equipe resolveu usar a ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea). Basicamente, uma máquina faz a função das trocas gasosas que teriam que ser feitas pelo pulmão. “A principal mensagem que a gente tira num quadro que nem o dele é a agressividade da doença”, diz Rafael Pottes.

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