Uma mulher acusa o marido de tê-la agredido brutalmente após se recusar a fazer sexo com ele, no último domingo (31), no bairro do Barbalho, em Salvador. De acordo com o advogado da vítima, o acusado é um Guarda Civil Municipal (GCM) e já teria chegado a agredir a companheira com um cacetete utilizado pela instituição em situação anterior.

Em entrevista ao programa Balanço Geral, da RecordTV Itapoan, na tarde desta quinta-feira (4), a mulher deu detalhes dos momentos de pânico que viveu no último final de semana. “Esse covarde me espancou, no domingo à noite, na casa dele, no domingo à noite. Eu não queria ir para a casa dele, ele foi na minha casa, me chamando para descer, eu disse que não queria, que não estava me sentindo bem, e ele disse: 'Vamos, que você é minha mulher, eu sou seu marido, você tem que vir dormir comigo', e eu fui para ele não se alterar, não fazer escândalo na porta da minha casa”, iniciou.

“Chegamos lá, nos deitamos, começamos a conversar, e ele tentou fazer sexo. Eu disse: 'Eu não quero, eu estou com dor de cabeça, não estou podendo agora, não tô com cabeça para isso', mas ele disse que queria, querendo que eu pegasse nas partes dele e ele disse: 'Então você vai embora, mas você vai debaixo de porrada'”, acrescentou a vítima.

As agressões, segundo a vítima, só tiveram fim porque os vizinhos do acusado a socorreram. “Ele [o marido] começou a dar murro na minha cara, muito sangue, eu nunca vi tanto sangue na minha vida, eu me sufoquei com o sangue. Saí correndo, pedindo socorro, ajuda e misericórdia aos vizinhos, os vizinhos me deram socorro, conseguiram segurar ele para eu poder passar pelo portão. Eu saí gritando, ensanguentada, sem enxergar nada, que eu não estou enxergando até agora. Eu prejudiquei os olhos e quebrei o septo nasal”, relatou.

A vítima conta que foi socorrida por uma guarnição da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), que a levou até o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou a noite. Após deixar a unidade de saúde, a mulher diz ter registrado queixa contra o companheiro na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). "Eu quero justiça", concluiu.

O advogado da vítima, Leite Matos, afirmou que irá pedir a prisão preventiva do acusado, que ainda estaria em liberdade. “Segundo a gente em notícia, ele está solto, não foi preso, então nós vamos pedir a prisão preventiva dele por tentativa de feminicídio”, garantiu.