A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal irá em breve votar um projeto que muda a política de preços da Petrobras que hoje é atrelada às flutuações das cotações do mercado internacional e do dólar. Com isso, o objetivo é reduzir os valores dos combustíveis e o gás de cozinha aos consumidores. As informações são da coluna de Leonardo Sakamoto, no UOL.

"Nossas simulações apontam que o preço do litro da gasolina na bomba poderia alcançar valor em torno de R$ 5 e o gás de cozinha R$ 65, uma redução de 25% em relação ao valor médio atual. Ainda assim, a Petrobras manteria uma margem de lucro de 50%", afirmou à coluna o senador Rogério Carvalho (PT-SE), autor do projeto de lei 1.472/2021.

"Temos petróleo suficiente para refinar e abastecer o mercado interno e não ficar submetido a um processo deliberado de dolarização da nossa economia, que é uma tragédia. A população ganha em real e tem que pagar em dólar, cinco vezes, seis vezes mais caro do que o ganha proporcionalmente. Isso é uma crueldade do governo Bolsonaro", falou o senador petista.

O relator do projeto na comissão, senador Jean Paul Prates (PT-RN), diz que seu relatório está pronto para apreciação.

A adoção da política de preços da Petrobras atrelada a flutuação do dólar foi adotada pela ex-presidente Michel Temer (MDB) e continuada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já manifestou reiteradamente a sua pretensão de privatizar a Petrobras.

"Jair Bolsonaro transformou a Petrobras quase que em uma empresa importadora de derivados de petróleo, embora o Brasil tenha capacidade de produção e autossuficiência...Na prática, a Petrobras está exportando óleo cru e importando gasolina com preço internacional...Sem falar que essa política vem acompanhada de um processo de privatização de oito refinarias, que respondem por 50% da capacidade de refino, que está em curso", disse Rogério Carvalho. (A Tarde).