As investigações apuraram que Matheus de Souza Ornelas, de 25 anos, teria usado o nome "Juliana" em uma conta falsa com o objetivo de chamar a atenção de homens para um possível relacionamento. Sem saber que o perfil não era verdadeiro, a vítima teria trocado mensagens com ele durante três meses, segundo a Polícia Civil.

José Olegário de Oliveira, delegado responsável pelo caso, explica que a vítima afirmou ter achado suspeito a suposta mulher não conversar por áudio ou vídeo, mas ela alegava que vinha de uma família muito rígida, que a monitorava constantemente.

“É a partir daí que o suspeito, ainda utilizando o perfil falso, se apresenta como alguém que poderia servir de intermediário para que a vítima conseguisse um encontro com a suposta mulher”, explica o delegado.

 Ainda segundo a Polícia Civil, no dia do crime, o suspeito teria ligado para a vítima e pedido que o ajudasse em uma mudança na casa dele, no bairro Trevo, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. No local, a vítima teria sido surpreendida com a declaração de Ornelas e a confissão de que ele mantinha o perfil em nome de "Juliana".

De acordo com a investigação, por não se sentir correspondido, o suspeito teria jogado uma panela com óleo quente no rosto da vítima.

Já Matheus Ornelas afirma que não tentou matar o homem e nega ter usado o perfil falso para atrair mais vítimas, mas a polícia acredita que mais pessoas tenham sido lesadas por ele.

O homem foi socorrido e levado para o Hospital João 23, onde já passou por duas cirurgias. A mãe diz que o filho teve queimaduras no rosto, nos ombros e no peito. Segundo a polícia, Ornelas pode responder por tentativa de homicídio, ameaça, coação de testemunha, estelionato e dano. fonte:R7