O melhor dos mundos para alguns atores políticos do momento, como ACM Neto, seria aparecer no cenário uma opção competitiva entre Bolsonaro e Lula. Vai dar? A pergunta aí é do leitor Ryan Almeida, do Barbalho, Salvador.

Claro que Neto muito gostaria que desse, preferencialmente com Ciro Gomes (PDT). Mas estamos a menos de um ano das eleições e não se vê sinais disso, nada além da vontade externada por alguns, como João Dória (PSDB), de unir.

Unir em torno de quem? A terceira via tem 11 pretendentes: além de Ciro e Dória, Eduardo Leite (PSDB), Arthur Virgílio (PSDB), Sérgio Moro (sem partido), Rodrigo Pacheco (PSD), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Simone Tebet (MDB), José Luiz Datena (PSL), Luiz Felipe D’Ávila (Novo) e Alessandro Vieira (CD). Nas pesquisas, o que melhor pontua é Ciro, mas nenhum passou de 10% até agora.

Fogo cruzado

O pessoal de Ciro aposta que se ele chegar lá por março, abril, quando a campanha 2022 já terá seus atores definidos e entra na reta de partida, a chance de embalar será grande.

É algo complexo. De um lado, o principal opositor de Bolsonaro, o ex-presidente Lula, em 2018, mesmo preso, colocou Fernando Haddad, um desconhecido ou ‘um poste’, como dizem, no segundo turno, com o detalhe de que ele já elegeu Dilma, outro poste.

E Bolsonaro, apesar de perder muito para si próprio, tem a caneta, e está usando sem pena nem dó.

Como se vê, meu caro Ryan, abrir brecha aí não é fácil.

 

Por

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.