Depois de um ano de ausência, a tradicional corrida de São Silvestre está de volta ao calendário esportivo brasileiro. Nesta sexta-feira (31) será disputada a 96ª edição da prova, que tem um percurso de 15 km pelas ruas de São Paulo, desta vez com uma série de protocolos sanitários. Os cerca de 20 mil atletas inscritos terão que apresentar comprovante de vacinação e precisarão usar máscara ao menos na largada, na chegada e na dispersão.

A elite feminina parte às 7h40, e a elite masculina e o pelotão geral às 8h05 (horários de Brasília).

A segurança dos participantes é considerada prioridade pela organização. A retirada dos kits, feita até esta quinta, só era possível com apresentação do comprovante de vacinação. Quem tem o esquema de imunização incompleto, com apenas uma dose (para vacinas que exigem duas, como Coronavac, Astrazeneca e Pfizer), precisa apresentar ainda teste RT-PCR negativo realizado 48h antes ou teste antígeno com validade de 24h.

O uso de máscara de proteção também será obrigatório na largada, na chegada e na dispersão, podendo acarretar exclusão do atleta que descumprir a regra. Ao longo do percurso o uso é recomendado, porém facultativo. Não haverá público.

Para esta edição, segue a expectativa sobre o fim do jejum de títulos do Brasil. As últimas conquistas foram em 2006, no feminino, e em 2010, no masculino. A maior esperança recai sobre Daniel Ferreira do Nascimento, representante do país na maratona nas Olimpíadas de Tóquio. Ederson Vilela, ouro nos 10.000m no Pan de Lima 2019, Giovani dos Santos, hexacampeão da Volta da Pampulha, e Wellington Bezerra, 18º na Maratona de Hamburgo de 2019, são outros nomes relevantes.

Dentre as brasileiras, os destaques são Grazieli Zarry, melhor colocada do país na última São Silvestre, Andreia Hessel, campeã da Maratona Internacional de São Paulo de 2018, e Tatiele de Carvalho, pentacampeã dos 10.000m no Troféu Brasil de Atletismo.