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  • Diretor da Globo acusado de racismo obrigou atores negros a gravar em pico de covid ~ Blog Barreiras Noticias | Oeste Baiano no Geral


    O diretor artístico de Nos Tempos do Imperador, acusado de racismo por atores da novela, Vinicius Coimbra, foi afastado das atividades na Globo. De acordo com novos relatos, atores negros foram escalados para gravar durante o pico de casos de covid-19, enquanto o restante do elenco foi poupado. A informação é do site Notícias da TV.

    A decisão da emissora pelo afastamento foi divulgada no último dia 15, em resposta às denúncias de Cinnara Leal, Dani Ornellas e Roberta Rodrigues. O “elenco branco”, como o diretor costumava falar, só voltou aos Estúdios Globo bem depois, quando a pandemia havia acalmado um pouco mais.

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    Além disso, o texto foi considerado racista em algumas passagens, e as atrizes afirmam que, nos bastidores, havia clara segregação entre elenco branco e negro, como a escolha de camarins separados nos estúdios.

    Segundo as atrizes, o elenco da pequena África era chamado “carinhosamente” de elenco preto ou negro. “Em um dado momento, Vinicius gritou no estúdio: ‘O elenco vem comigo, os pretos ficam’. Na frente de várias pessoas. Quando alguns artistas pretos foram questioná-lo sobre essas falas, ele reagiu dizendo: ‘Vocês deveriam agradecer de estarem aqui'”, disse uma outra fonte ouvida pelo portal.

    Atriz prejudicada

    Roberta Rodrigues foi duplamente prejudicada após as denúncias que fez. Sua personagem, Lupita, não teve final da novela porque ela foi afastada sem poder gravar o desfecho. Na época, a Globo divulgou que a atriz não gravou porque estava com covid, fato negado por ela mesma em 18 de fevereiro.

    “Em respeito a todos vocês que me acompanham, e pela pessoa transparente que sempre fui, eu resolvi falar. Não, o que me afastou do fim novela não foi a Covid-19. Eu tive Covid-19 em setembro de 2021 e retornei às gravações dia 24 do mesmo mês. No dia 7 de de outubro fiz teste de figurino e ensaio de dança para a personagem. Então, ao contrário do que está sendo propagado por aí, o real motivo de eu não estar na etapa final da novela tem a ver com outras questões”, postou a atriz no Instagram.

    Tanto Ricardo Waddington quanto José Luiz Villamarim, ambos diretores, foram avisados sobre as queixas das três atrizes e disseram a elas e seus representantes que tomariam providências. As gravações começaram em janeiro de 2020.

    Em um dos casos, Mariana Ximenes chegou a ligar para Waddington, para informar que havia algo errado com o tratamento da direção com o elenco negro do folhetim. Ela pediu ajuda ao executivo, que prometeu tentar entender e resolver o que acontecia. Mas ficou por isso mesmo.

    Procurado, Coimbra, através de sua assessoria de imprensa, disse ao Notícias da TV “O elenco da novela tem todo o meu respeito e admiração. Sou a favor do diálogo e acredito que todas as discussões sobre o tema são necessárias”.

    A emissora repetiu o mesmo discurso de que não comenta questões relacionadas a compliance em razão do “compromisso de sigilo previsto no Código de Ética”.

    As atrizes se pronunciaram sobre a acusação de racismo em 18 de fevereiro. Em um texto conjunto nas redes sociais, informaram que a denúncia corre em sigilo, mas frisaram que não irão “sucumbir”.

    “Neste momento nós não vamos nos manifestar sobre o ocorrido. Estamos nos recuperando e precisamos de forças para seguir. Estamos acompanhadas de um corpo jurídico e tudo corre em sigilo. Nós queremos agradecer todo apoio, acolhimento, carinho e amor recebidos de todos vocês como cura neste momento. Nós não vamos sucumbir por antes de nós, por nós e para além de nós! Logo em breve será possível falar com todos”, diz o comunicado. (Correios)

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