As mulheres negras são mais que minoria no Judiciário brasileiro. De acordo com a Folha de São Paulo, elas são a menor parcela dentro de dois grupos minoritários: o das mulheres e o das pessoas pretas e pardas.

Conforme a publicação, em alguns espaços do Judiciário, a situação é ainda pior.

O Supremo Tribunal Federal (STF), criado em 1891 como órgão máximo da Justiça nacional, teve 3 ministros negros em toda a sua história e também teve 3 ministras, das quais 2 integram a corte atualmente. Mas nunca teve uma mulher negra em sua composição.

O tema ganha destaque porque o presidente dos EUA, Joe Biden, reafirmou recentemente sua promessa de indicar a primeira mulher negra para a Suprema Corte de seu país. De acordo com ele, já passou muito tempo sem que o tribunal tivesse alguém com esse perfil.

Desigualdade é grande no Judiciário. Numa sociedade com equilíbrio racial, a proporção de homens e mulheres na Justiça seria parecida com a proporção de homens e mulheres na população como um todo. A mesma coisa aconteceria com pessoas brancas e negras.

No caso do Brasil, isso significaria que, entre todos os magistrados, haveria um pouco mais de mulheres do que homens e um pouco mais de pessoas negras do que brancas.

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