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  • Argentina e França decidem quem será tricampeã da Copa do Mundo ~ Blog Barreiras Noticias | Juninho Sem Maquiagem

     


    A Copa do Mundo ganhará um novo tricampeão. Pode ser a Argentina, o que daria a um dos maiores jogadores da história, Lionel Messi, o título que falta no seu estrelado currículo. Ou pode ser a França, fazendo a atual vencedora quebrar um jejum de 60 anos e se tornar a terceira equipe a levantar duas taças seguidas, algo que só a Itália (1934 e 1938) e o Brasil (1958 e 1962) conseguiram. 

    A decisão será neste domingo (18), às 12h, no estádio Lusail. Curiosamente, será a primeira final da história do Mundial a reunir duas seleções que já foram derrotadas no torneio. 

    A Argentina perdeu para a Arábia Saudita ainda na primeira rodada da fase de grupos, por 2×1. O resultado se tornou uma dor de cabeça para os hermanos, que correrem sério risco de eliminação precoce. Mas a Albiceleste se reergueu, venceu México e Polônia na sequência, e garantiu a vaga no mata-mata.

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    Nas oitavas, a Argentina derrotou a Austrália, por 2×1. Nas quartas, a classificação veio, mas com emoção: depois de abrir 2×0, a equipe viu a Holanda empatar no fim. Ninguém marcou na prorrogação, e decisão foi para os pênaltis. O goleiro Emiliano Martínez brilhou, com duas defesas, e os sul-americanos avançaram. Em seguida, passaram fácil da Croácia na semi, por 3×0. 

    Assim, os argentinos chegam à final com quatro vitórias, um empate e uma derrota, um aproveitamento de 72%. No total, foram 12 gols marcados e 5 sofridos.

    Já a França não teve qualquer drama com seu único revés. Depois de ganhar da Austrália e Dinamarca, os Bleus foram para a última rodada da fase de grupos já classificados. Pouco demonstraram interesse em enfrentar a Tunísia, e foram com time praticamente reserva. O ímpeto dos europeus só veio depois do 1×0, mas foi tarde demais. Sem problemas: ainda avançaram na liderança.

    Os franceses começaram bem o mata-mata, ganhando da Polônia por 3×1 nas oitavas. Na sequência, veio o clássico com a Inglaterra, e mais uma vitória, dessa vez por 2×1. Na semi, enfrentaram a zebra Marrocos, mas fizeram 2×0 e avançaram à decisão. A campanha tem um aproveitamento de 83%, com cinco triunfos e uma derrota. Os Bleus anotaram 13 gols e levaram cinco.

    Agora na final, argentinos e franceses têm a chance de se tornarem apenas a quinta equipe campeã de Copa do Mundo com uma derrota na campanha. Um deles se juntará à Alemanha (1954 e 1974), Argentina (1978) e Espanha (2010). 

    A seleção campeã também entrará no seleto grupo das tricampeãs mundiais. O primeiro time a conseguir levantar o troféu três vezes foi o Brasil, hoje pentacampeão. O feito, conquistado em 1970, concedeu à Seleção a posse definitiva da taça Jules Rimet – que foi lamentavelmente roubada da sede da CBF, no Rio de Janeiro, há quase 39 anos, no dia 19 de dezembro de 1983. 

    A Alemanha (em 1990) e a Itália (em 1982) são as outras equipes que já comemoraram um tricampeonato. As duas, aliás, são tetracampeãs – a Azzurra levou o quarto caneco em 2006 e os germânicos, em 2014.

    Frente a frente
    A final da Copa do Catar será inédita. Mas França e Argentina já se enfrentaram outras três vezes no torneio – e a vantagem é sul-americana.

    O primeiro jogo aconteceu na edição inaugural do Mundial, disputado no Uruguai, em 1930. As duas equipes mediram forças na fase de grupos, e os hermanos ganharam por 1×0. Se classificaram em primeiro da chave e chegaram até a final, mas foram derrotados na decisão pelo Uruguai.

    Em 1978, mais um encontro na primeira fase. E nova vitória dos hermanos, por 2×1. Aquela Copa, aliás, foi disputada na Argentina e teve os anfitriões se sagrando campeões pela primeira vez.

    A França, por outro lado, venceu o último confronto entre as seleções: nas oitavas de final do Mundial da Rússia, em 2018. Mbappé fez dois gols e ajudou sua equipe a despachar a Argentina de Messi por 4×3 – Griezmann e Pavard também marcaram para os europeus, enquanto Di María, Mercado e Agüero descontaram. Os Bleus seguiram até a final, e conquistaram seu segundo título.

    Em um retrospecto geral, a Albiceleste também leva vantagem. Foram 12 partidas entre as equipes, com seis vitórias argentinas, três francesas e três empates. Os hermanos marcaram 15 gols, contra 11 dos rivais.

    Escalações
    Prever o time da Argentina é difícil. O técnico Lionel Scaloni mandou a campo no Catar seis escalações diferentes nos seis jogos que disputou, cada uma adaptada ao adversário. Agora, precisará de um time que consiga parar Mbappé (e a França) na briga pelo tri. E tem três opções para isso.

    As estratégias podem levar Scaloni a colocar três atacantes (com a volta de Di María), três zagueiros (Lisandro Martínez ao lado de Otamendi e Romero) ou um volante a mais (Paredes). Uma coisa é certa: Messi será titular. O craque já anunciou que a final da Copa do Catar marca também sua despedida do torneio. Pode significar ainda o fim do jejum de 36 anos da Argentina sem títulos mundiais.

    Uma possível escalação tem Martínez, Molina, Romero, Otamendi e Acuña (Tagliafico); De Paul, Paredes (Lisandro Martínez), Enzo Fernández e Mac Allister; Messi e Julian Álvarez.

    Na França, há também algumas dúvidas no time titular. Não exatamente por estratégias de Didier Deschamps, mas por motivos de saúde. O vírus que tirou Upamecano e Rabiot da semifinal também atacou os zagueiros Varane e Konaté, assim como o atacante Coman, que desfalcaram o treino da equipe na sexta-feira.

    Há ainda um mistério sobre o possível retorno do atacante Karim Benzema ao Catar. O tema vem sendo esquivado pelos franceses, que não confirmam (ou negam) uma possível presença do atual Bola de Ouro. O jogador deixou o Catar antes do Mundial por lesão, mas já está recuperado. Como não foi oficialmente cortado, poderia voltar para a final – não necessariamente para entrar em campo, mas, pelo menos, para estar com o grupo.

    A escalação titular da França – caso Benzema não retorne e os companheiros tenham condições de jogo – deve ser: Lloris, Koundé, Upamecano, Varane e Theo Hernández; Tchouaméni, Rabiot e Griezmann; Mbappé, Dembélé e Giroud. (Correio)

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