“Nessa região, no decorrer desta semana,
podemos ter valores aí nas casas dos 40° C de temperatura, associados à
baixa umidade relativa do ar”.
Segundo Cláudia Valéria, é comum a
região registrar temperaturas elevadas, neste período do ano,
principalmente no mês de setembro.
"Muitas vezes acontece de serem
registradas até a primeira quinzena de outubro, porque é o final do
período seco na região”, explicou.
De acordo com a meteorologista, o oeste
baiano está há mais de 120 dias sem ocorrências de chuva, o que é
considerado normal, também por causa do período seco da região.
“Sempre no final do período seco, a
gente tem essas elevações de temperaturas, com uma massa de ar mais
seca, que prevalecerá nessa semana. Acaba elevando mais do que é normal
para a região, ficando mais quente e com baixa umidade relativa do ar”,
apontou Claudia Valéria, que informou ainda que se tratam de situações
recorrentes, anualmente, nessa região, durante esse período do ano.
A maior temperatura registrada, onde o
Instituto Nacional de Meteorologia tem pontos de coletas de dados na
Bahia, nesta semana, foi em Formosa do Rio Preto, com 39,7° C na
terça-feira (22). Um dia antes, o município chegou a 39,6° C. Por conta
do calor na região, a prefeitura tem feito constantes trabalhos de
combate, prevenção e monitoramento dos focos de incêndio. Entre as ações
estão a construção de aceiros, que são "faixas de terra ao longo de
divisas, cercas e áreas de vegetação nativa livres de vegetação".
Também na segunda-feira (21), conforme Cláudia Valéria, Ibotirama, cidade que também fica no oeste do estado, registrou 38,7° C.
“Essas temperaturas entre 37 e 39 estão sendo frequentes na região oeste e Vale do São Francisco baiano”, avaliou.
Veja
abaixo algumas das maiores temperaturas registradas até as 15h de
terça-feira (22) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet):
🌡️ Bom Jesus do Piauí (PI): 40,0°C
🌡️ São Miguel do Araguaia (GO): 39,8°C
🌡️ Santa Rosa do Tocantins (TO): 39,7°C
🌡️ Formosa do Rio Preto (BA): 39,7°C
O
meteorologista Fábio Luengo, da Climatempo, diz que a grande massa de
ar quente e seco que está sob o Brasil eleva as temperaturas em todas as
regiões do país e alerta que esse calor excepcional é resultado da
combinação da influência do El Niño, fenômeno que aquece as águas do Pacífico Equatorial, juntamente com as mudanças climáticas globais.