
Durante uma pregação na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia fez duras críticas ao evento “Legendários”, encontro destinado ao público masculino evangélico e que tem ganhado destaque nas redes sociais. Segundo o líder religioso, os valores cobrados pelos organizadores tornam o movimento inacessível para a maior parte da população, especialmente para pessoas de baixa renda.
“Agora temos uma nova moda: Legendários. Só que pobre não participa! O mais barato é R$ 1.800. Tem até kit de R$ 5 mil e versão VIP de R$ 80 mil”, afirmou Malafaia durante o culto, destacando o que considera uma mercantilização da fé. Para ele, princípios cristãos e ensinamentos sobre masculinidade “não precisam ser comprados”.
O pastor reforçou que a igreja oferece gratuitamente os valores promovidos pelo evento:
“O que esses eventos ensinam, a igreja já ensina de graça. Aqui na ADVEC a gente ensina a ser homem, a ser pai, a ser irmão. Não precisamos inventar moda para cobrar caro disso”, disse.
Críticas ao caráter lucrativo
Malafaia afirmou ainda que há pessoas “faturando” em cima da fé e desviando fiéis dos propósitos bíblicos. “Gente faturando, sempre para tirar o povo de propósitos da igreja. Eu sou uma voz profética, não me calo e não deixo passar”, declarou.
Ele também ironizou os pacotes oferecidos pelo “Legendários”:
“O cara tem que comprar um kit, tem que pagar R$ 1.800, tem inteligendário de R$ 5 mil, VIP de R$ 80 mil… só pra turma da pesada mesmo. Mas a igreja ensina de graça.”
“Legendários” da vida real
Durante a pregação, Malafaia exaltou pessoas que enfrentam dificuldades extremas no cotidiano, dizendo que esses sim são os verdadeiros “legendários”. “Legendário é o povo da Devet, do Parque Proletário da Penha, que sobe morro, enfrenta fuzil, enfrenta metralhadora. Isso é que é legendário”, afirmou.
Repercussão nas redes sociais
As declarações do pastor ganharam força nas redes sociais, dividindo fiéis. Enquanto alguns apoiaram as críticas ao alto custo do evento, outros defenderam o movimento, alegando que os retiros oferecem uma experiência espiritual “mais estruturada” e com atividades especiais justificando o valor cobrado.
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