
O pastor John-Paul Miller, da Carolina do Sul (EUA), declarou-se inocente em um tribunal federal das acusações de ter feito declarações falsas a investigadores e de perseguir virtualmente sua ex-esposa, Mica Miller, por quase dois anos. A morte dela, em 2024, foi registrada oficialmente como suicídio pelas autoridades.
Durante audiência realizada na cidade de Florence, na segunda-feira, os promotores afirmaram que Miller representaria risco de fuga. Mesmo assim, a Justiça autorizou a liberdade provisória mediante fiança de US$ 100 mil, além do uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e da determinação de manter distância de familiares e pessoas ligadas ao caso.
Entre as medidas impostas estão a entrega do passaporte, proibição de portar armas, restrição de viagens para fora do estado, controle sobre consumo de álcool e acompanhamento pelo sistema de liberdade condicional dos Estados Unidos.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Gabinete do Procurador dos EUA, Miller teria iniciado a perseguição em novembro de 2022, mantendo o comportamento até a morte de Mica, em abril de 2024. Os promotores afirmam que ele teria usado meios digitais para assediar, intimidar e monitorar a ex-esposa.
A acusação aponta ainda o suposto uso indevido de imagens íntimas, interferência em finanças pessoais, tentativa de controle da rotina da vítima e até o uso de dispositivos de rastreamento em veículos. Também há alegação de que Miller mentiu a investigadores ao minimizar o número de contatos feitos com Mica e negar orientações policiais para cessar o contato.
Caso seja condenado, o pastor pode enfrentar penas que somam até sete anos de prisão, além de multas que podem chegar a US$ 250 mil.
Registros judiciais mostram que Mica havia retomado o processo de separação pouco antes da morte. Segundo a irmã da vítima, ela estava confiante e esperançosa com uma nova fase de vida após o fim do relacionamento.
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