
Conteúdos educativos que circulam nas redes sociais têm chamado a atenção para práticas do dia a dia que, embora vistas como inofensivas, podem representar riscos à segurança de crianças. Entre os alertas estão brincadeiras e comportamentos que, segundo especialistas em proteção infantil, podem facilitar situações de abuso ou confundir a percepção dos limites do próprio corpo.
Uma das orientações é sobre a cultura do “segredo”. A recomendação é que crianças sejam ensinadas a não guardar segredos de adultos, compreendendo que qualquer situação desconfortável deve ser comunicada imediatamente aos responsáveis. A criação de pactos de silêncio é apontada como uma estratégia frequentemente utilizada por abusadores.
Outro ponto destacado envolve brincadeiras que desconsideram a negativa da criança, como continuar cócegas mesmo após o pedido para parar. A prática pode transmitir a ideia de que o “não” não precisa ser respeitado, comprometendo a noção de autonomia corporal desde a infância.
Também são citadas interações físicas com partes íntimas em tom de brincadeira, como toques ou mordidas, que podem gerar confusão entre carinho e invasão. Especialistas reforçam que o corpo da criança deve ser sempre respeitado, inclusive no ambiente familiar.
Brincadeiras em locais isolados, como esconderijos afastados, são apontadas como situações que exigem atenção, já que ambientes sem supervisão são considerados mais vulneráveis a ocorrências de violência. Da mesma forma, brincadeiras que envolvem mordidas são vistas como potencialmente prejudiciais por normalizarem comportamentos agressivos.
Por fim, o alerta se estende ao ambiente digital. Jogos online e plataformas virtuais podem ser utilizados por pessoas mal-intencionadas que se passam por crianças para criar vínculos. A recomendação é que pais e responsáveis acompanhem de perto o uso desses jogos, observando conversas e interações.
As orientações reforçam que estabelecer limites claros, manter diálogo constante e supervisionar atividades não significa invasão de privacidade, mas sim uma medida de proteção. A conscientização dos adultos é apontada como fundamental para garantir um ambiente mais seguro para crianças e adolescentes.
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