
A Argentina oficializou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme confirmado pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno. A decisão, anunciada inicialmente em fevereiro de 2025 pelo presidente Javier Milei, foi concluída nesta terça-feira (17).
A medida segue uma linha política semelhante à adotada pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump, que também optou por deixar a organização. No caso norte-americano, a saída foi formalizada em janeiro de 2026.
Criada em 1948, a OMS é responsável por coordenar ações globais de saúde pública, incluindo o combate a pandemias, distribuição de vacinas e apoio técnico a países membros. A entidade reúne atualmente mais de 190 nações e atua como referência internacional em políticas de saúde.
Mesmo fora da organização, o governo argentino afirma que continuará mantendo cooperação internacional por meio de acordos bilaterais, destacando a intenção de preservar autonomia nas decisões internas de saúde.
A saída da OMS tem relação direta com críticas feitas por Javier Milei à atuação da entidade durante a pandemia. Aliados do presidente argumentam que as diretrizes da organização teriam afetado a soberania nacional e não cumpriram o papel esperado em momentos de crise.
Ainda em 2024, o país já sinalizava esse posicionamento ao se recusar a aderir a um tratado internacional voltado para futuras pandemias.
Por outro lado, especialistas e instituições científicas alertam para possíveis impactos negativos. Um relatório do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) aponta que a decisão pode isolar a Argentina da comunidade científica internacional.
Entre os principais riscos citados estão a redução no acesso a vacinas e medicamentos, além da perda de suporte técnico e financeiro em situações de emergência sanitária.
O movimento reforça um debate global sobre soberania nacional e cooperação internacional em saúde, especialmente após os desafios enfrentados durante a pandemia.
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