

Evento foi apresentado à imprensa e autoridades na capital baiana
Uma
edição histórica que representará a força e modernidade do agro baiano e
deverá deixar sua marca em todo o país. As novidades da vigésima edição
da Bahia Farm Show foram apresentadas, no último dia 27, para a
imprensa baiana, durante evento na Governadoria, em Salvador, que reuniu
jornalistas, autoridades, representantes do setor e parceiros.

A BFS 2026, que acontece entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia, é uma das maiores feiras de tecnologia agrícola e negócios do país, com projeção internacional. O evento é uma realização da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) e Fundação Bahia.
Investimento
Para
a realização da feira, a organização estima um investimento na ordem de
R$ 180 milhões, considerando os aportes realizados pelo conjunto de
empresas e instituições presentes na mostra. O Complexo agora terá uma
área total de 38 hectares, equivalente a 380 mil metros quadrados, para
receber mais de 500 expositores, visitantes, empresas, instituições e
operações de suporte ao longo de toda a semana. A estrutura inclui
estacionamento com capacidade para 10 mil veículos. Uma operação capaz
de gerar mais de 8 mil empregos diretos e indiretos.
Acompanhando
a era dos smartphones, drones e Inteligência Artificial, a Bahia Farm
Show também estará mais conectada e segura. A feira inova com um
aplicativo com mapa interativo em tempo real, investe em mobilidade
interna com veículos elétricos e uma central de monitoramento 24 horas
com reconhecimento facial.


Ampliação de debates
Na
oportunidade, o líder do Executivo, Jerônimo Rodrigues, parabenizou os
empresários que, segundo ele, demonstram compromisso com a tecnologia,
inovação e a transferência de conhecimentos. Ele pediu a ampliação do
debate sobre energias limpas e renováveis durante o evento. Para seus
colaboradores, quer o empenho no que tange à regularização fundiária,
segurança jurídica, supressão vegetal e impactos ambientais, garantindo o
investimento em ferrovias e estradas para escoamento da produção.
Entre
as autoridades que prestigiaram a apresentação da vigésima edição da
Bahia Farm Show estão o ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, Rui
Costa, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputada
estadual Ivana Bastos, e o presidente da Federação das Indústrias do
Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos. Também participaram do
evento os secretários estaduais da Agricultura, Vivaldo Góis; do
Desenvolvimento Econômico, Aécio Moreira; do Desenvolvimento Rural,
Elisabete Costa; de Desenvolvimento Urbano, Joaquim Neto; de
Infraestrutura, Saulo Pontes; do Meio Ambiente, Eduardo Sodré; das
Relações Institucionais, Adolpho Loyola; e do Turismo, Maurício Bacelar.
O
diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional,
Jeandro Ribeiro, também acompanhou o lançamento, assim como
representantes de instituições financeiras, como o superintendente
estadual do Banco do Nordeste, Pedro Lima Neto; o superintendente de
rede da Caixa Econômica Federal – Salvador, Sâmio Cássio de Carvalho
Melo; e o gerente estadual de agronegócios do Banco do Brasil, Claudiney
Ribeiro.
Cenário geopolítico
Na
agenda de discussão, estiveram em pauta o atual cenário geopolítico e
seus impactos no setor produtivo. O presidente da Aiba e da BFS, Moisés
Schmidt, falou que o momento é de se reinventar e destacou o papel do
Estado e da indústria como estratégico para o desenvolvimento do setor e
aumento da competitividade. “A agroindústria vem, nesse momento,
verticalizando toda a matéria-prima que produzimos, seja ela soja,
algodão, carne, fruticultura, dando mais competitividade à produção do
estado e país. Temos que destacar as energias limpas, a produção
pioneira de etanol de milho no oeste da Bahia”, destaca.
Para a
presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, a conjuntura
internacional é desafiadora e evidencia carências, tanto estruturais
quanto operacionais, que ainda limitam o acesso do produtor a recursos
para seguir avançando. “Precisamos ver a feira para além da oportunidade
de negócios. Este é o momento para estarmos cada vez mais unidos e
conectados, como setor, não só envolvendo quem produz, mas a indústria e
o governo, como uma forma da gente continuar avançando”, conclui.
O
impacto também foi sentido no segmento de maquinários agrícolas e
representantes do segmento pedem incentivos de agentes financeiros.
“Essa é a realidade em todos os eventos que participamos no país. Mesmo
com o atual cenário, tivemos um aumento considerável de expositores do
ramo na Bahia Farm Show, o que demonstra a credibilidade do evento”,
declara otimista com a nova edição, o presidente da Assomiba, Maicon
Crestani.
O presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi,
pontua que a feira é o elo entre o produtor e o que há de mais avançado
no mercado global. “Extremamente necessária para a nossa região, ela
apresenta as tecnologias mais modernas do mundo. Isso vai além das
máquinas, abrangendo também insumos essenciais, como os defensivos
agrícolas e biológicos que auxiliam no combate às pragas comuns no Oeste
da Bahia. A feira é uma ferramenta estratégica de desenvolvimento: ela
traz capacitação para as nossas equipes e informação técnica de ponta, o
que resulta em uma maior estabilidade de produção para todo o nosso
setor”, conclui.
Demandas do setor
O
secretário estadual da Agricultura, Vivaldo Gois de Oliveira, ouviu as
demandas do setor e manifestou apoio, em especial à cadeia da
citricultura, afetada com a baixa dos preços dos produtos. Gois falou da
singularidade e potencial da Bahia, único estado com três biomas –
Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado. “Produzimos o melhor algodão, cacau,
chocolate e celulose do mundo, temos o maior rebanho de ovinos e
caprinos. E isso é motivo de orgulho”, ressalta, reiterando o apoio à
agricultura familiar que, segundo ele, é quem mais precisa da tutela do
Estado.
Já o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, avalia que na
posição geopolítica, o Brasil se destaca por adotar uma posição neutra e
passar a ser visto como supridor de alimentos, por exemplo. O também
ex-governador da Bahia apresentou um balanço de três anos do Plano
Safra, que acumulou R$ 1,5 trilhão. “São mais recursos disponíveis,
tanto para o agronegócio, quanto para a agricultura familiar, com
condições diferenciadas com relação ao mercado como um todo”. Ele ainda
anunciou a retomada das obras da Fiol- Porto Sul, que vai impactar
positivamente nos custos de logística e alavancar investimentos.
Imprensa Bahia Farm Show

.png)