
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta quinta-feira (7) o recolhimento de detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca Ypê pertencentes a todos os lotes com numeração final 1. A medida inclui ainda a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos atingidos.
Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada após uma avaliação técnica de risco sanitário realizada em conjunto com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. A fiscalização contou com a participação do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo.
De acordo com o órgão, a inspeção identificou falhas graves em etapas consideradas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.
A agência informou que as irregularidades descumprem normas das Boas Práticas de Fabricação de saneantes e podem representar riscos à saúde dos consumidores, inclusive com possibilidade de contaminação microbiológica dos produtos.
A orientação da Anvisa é para que consumidores que possuam produtos da marca com lote terminado em número 1 suspendam imediatamente o uso e entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber orientações sobre o recolhimento.
Entre os produtos afetados estão detergentes lava-louças, desinfetantes e lava-roupas líquidos das linhas Ypê, Tixan Ypê, Bak Ypê e Atol.
Confira alguns itens incluídos na determinação:
Lava-louças Ypê Clear Care
Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê
Lava-louças Ypê Toque Suave
Lava-louças Concentrado Ypê Green
Lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava-roupas líquido Tixan Ypê Antibac
Lava-roupas líquido Tixan Ypê Green
Lava-roupas líquido Ypê Premium
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante Pinho Ypê
Desinfetante Atol
A Anvisa reforçou que somente os lotes com numeração final 1 estão incluídos na medida de recolhimento.
O órgão também informou que as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais deverão intensificar a fiscalização para impedir a circulação dos produtos afetados.
“As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem intensificar o monitoramento do mercado e adotar as medidas necessárias para evitar a circulação dos lotes envolvidos, em articulação com as ações coordenadas do SNVS”, destacou a agência em nota.

