• Girl in a jacket
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  •  O debate sobre relacionamentos e limites nas interações entre homens e mulheres voltou a ganhar força nas redes sociais após um vídeo publicado pelo influenciador Yuri Viana viralizar ao abordar, de forma bem-humorada, a insegurança masculina na hora da paquera.

    Na gravação, Yuri interpreta um homem que conversa por horas durante um encontro sem conseguir tomar iniciativa, enquanto a personagem feminina demonstra interesse e espera um beijo. Nos comentários, diversos internautas afirmaram que muitos homens têm receio de serem acusados de assédio ao tentar iniciar uma aproximação.

    Frases como “Hoje tudo virou assédio” e “Tomar iniciativa pode ser mal interpretado” apareceram entre as reações.
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    Segundo Yuri, o objetivo do conteúdo é justamente mostrar a diferença entre flerte e comportamento invasivo.

    “O ‘não’ faz parte e existem maneiras respeitosas de abordagem”, afirmou o influenciador, que também produz vídeos explicando limites e consentimento para seus seguidores.
    Especialistas apontam mudanças nas relações sociais

    Para a advogada Marina Ganzarolli, o discurso de que “tudo virou assédio” não é recente, mas ganhou mais visibilidade com o crescimento das redes sociais.

    Ela afirma que as mudanças nas relações de gênero provocam resistência em parte da sociedade.

    Já a psicanalista Luciana Saddi, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, avalia que muitos homens se sentem desorientados diante das transformações sociais e da mudança do modelo tradicional de masculinidade.

    Apesar disso, a especialista destaca que limites claros continuam sendo perceptíveis.

    “Os homens sabem quando estão ignorando um limite. Não é ingenuidade”, afirmou.

    A psicóloga Mayumi Kitagawa, fundadora da plataforma Sou Pagu, ressaltou que homens e mulheres convivem com medos diferentes nas relações sociais.

    Segundo ela, enquanto muitos homens relatam receio de serem mal interpretados, mulheres frequentemente buscam identificar sinais de risco e proteção.
    Diferença entre flerte e assédio

    Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que o flerte saudável depende de reciprocidade, interesse mútuo e respeito aos limites.

    Sinais como afastamento, falta de continuidade na conversa, mudança de assunto ou hesitação podem indicar falta de interesse.

    Quando há insistência após negativa, constrangimento ou contato sem consentimento, a situação pode deixar de ser uma simples paquera e passar a configurar comportamento abusivo ou até crime.
    O que a lei considera crime

    Segundo o Código Penal Brasileiro, diferentes condutas podem ser enquadradas criminalmente:

        Assédio sexual: uso de posição de poder ou hierarquia para obter favorecimento sexual;
        Importunação sexual: atos de cunho sexual sem consentimento;
        Stalking: perseguição contínua que afeta a liberdade ou segurança da vítima;
        Ameaça: intimidação com promessa de causar dano;
        Constrangimento ilegal: forçar alguém a fazer algo contra a vontade;
        Violência psicológica contra a mulher: práticas que causem dano emocional, humilhação ou controle abusivo.

    Especialistas reforçam que consentimento, respeito e reciprocidade continuam sendo os principais elementos para diferenciar flerte de assédio.

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