
O preço médio do diesel S-10 voltou a registrar queda nos postos de combustíveis do Brasil e acumula agora seis semanas consecutivas de redução, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Na última semana, o combustível foi comercializado a R$ 7,16 por litro, em média, representando uma redução de R$ 0,04 em relação ao levantamento anterior.
Desde o pico de R$ 7,58 por litro, registrado no início de abril em meio às tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o diesel já acumula queda de R$ 0,42 por litro.
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Apesar da sequência de reduções, o valor ainda permanece acima do praticado antes do agravamento do conflito no Oriente Médio.
Segundo representantes do setor, a diminuição nos preços está ligada à queda das cotações internacionais do petróleo e à menor necessidade de importação, impulsionada pelo aumento da produção nacional da Petrobras.
A estatal informou recentemente que as refinarias vêm operando com índices recordes de utilização. Em maio, o fator de uso das unidades ultrapassou 100% da capacidade nominal, enquanto a produção de diesel S-10 também atingiu níveis históricos no primeiro trimestre do ano.
Os reflexos também aparecem nas importações. Até a terceira semana de maio, o volume médio diário de importação de óleos combustíveis caiu quase 30% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Mesmo com a redução no volume importado, o gasto total do país aumentou 26%, devido aos preços mais elevados no mercado internacional.
O governo federal mantém desde março programas de subvenção para reduzir os impactos da alta do diesel. O benefício pode chegar a R$ 1,52 por litro para combustíveis importados vendidos abaixo do teto definido pelas autoridades.
Os limites de comercialização variam conforme a região do país. Para o diesel nacional, os valores ficam entre R$ 3,99 e R$ 4,29 por litro. Já o diesel importado possui teto entre R$ 4,19 e R$ 4,43 por litro.
Entidades do setor de importação, porém, reclamam de atrasos nos pagamentos da subvenção. Empresas afirmam que ainda aguardam repasses referentes às vendas realizadas em março.
Na semana passada, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis alertou que a demora nos pagamentos pode comprometer as importações privadas e aumentar o risco de desabastecimento.
Em resposta, a ANP informou que recebeu os dados necessários da Receita Federal para calcular os repasses e afirmou que os pagamentos deverão ser liberados em breve.

