
Em visita ao Brasil, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira (27) que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um exemplo para o mundo por garantir atendimento universal a uma população de mais de 200 milhões de pessoas.
O diretor-geral da OMS destacou que poucos países possuem um sistema público com cobertura tão ampla.
“O SUS é um dos raríssimos sistemas de saúde no mundo que cobre toda a população. Com isso, garante acesso às pessoas que não têm condições de pagar pelos serviços de saúde”, disse.
“O Brasil mostra ao mundo que serve como exemplo. O sistema de saúde brasileiro é universal e demonstra que saúde deve ser para todos, não apenas para alguns”, complementou.
Tedros ainda elogiou a atuação do Brasil na agenda internacional da saúde, citando o acordo global sobre pandemias aprovado neste ano e a cooperação histórica entre a OMS e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A visita de Tedros ao Hospital Federal do Andaraí ocorreu durante sua passagem pelo Brasil para participar da Conferência Internacional sobre HIV/Aids e de compromissos com o Ministério da Saúde relacionados às estratégias de eliminação de doenças e fortalecimento da cooperação entre a OMS e instituições brasileiras.
Hepatite B
Tedros participou da entrega do dossiê que marca o início do processo de certificação internacional para a eliminação da transmissão vertical da hepatite B (de mãe para filho) como problema de saúde pública no Brasil. O documento foi apresentado no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.
Segundo ele, o resultado é fruto de anos de trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores e comunidades em todo o país.
“Mais uma vez, agradeço ao Brasil por mostrar que a eliminação é uma disciplina, e não apenas um slogan”, disse.
Tratamento de câncer
“Nós vamos consolidar no Brasil a maior rede pública universal de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do mundo”, disse o ministro.
Padilha também destacou a ampliação da infraestrutura para o tratamento oncológico, com novos centros de radioterapia, a expansão do Brasil Sorridente, da cirurgia robótica no SUS, do transporte sanitário e da atenção básica.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a visita permitiu apresentar à OMS parte das ações desenvolvidas pelo sistema público brasileiro.
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