
A parceria entre a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Embrapa Algodão entra em uma nova etapa, com foco na construção de uma agenda integrada de pesquisa voltada aos principais desafios da cotonicultura no Oeste da Bahia. As diretrizes para os próximos projetos foram definidas durante reunião realizada na quinta-feira (30), na sede da entidade, em Luís Eduardo Magalhães, reunindo dirigentes e pesquisadores das duas instituições.
O encontro consolida um movimento iniciado em março deste ano, quando a Embrapa Algodão passou a contar com uma estrutura permanente dentro da sede da Abapa. A iniciativa estabeleceu um ponto focal da instituição na região, aproximando pesquisadores e produtores e criando as condições para o desenvolvimento de projetos de médio e longo prazo voltados à realidade do campo.
Participaram da reunião a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, o diretor executivo da associação, Gustavo Prado, a chefe-geral da Embrapa Algodão, Nair Helena de Castro Arriel, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Daniel da Silva Ferreira, além do pesquisador Fabiano Perina, que seguirá como elo entre a Embrapa, a Abapa e os cotonicultores da região.
“Ter a Embrapa mais próxima da realidade dos produtores do Oeste da Bahia permite construir pesquisas alinhadas às necessidades do campo. Nosso objetivo é transformar conhecimento em soluções que contribuam para a competitividade, a sustentabilidade e a segurança da produção”, afirmou Prado.
Durante a reunião, as instituições reafirmaram o compromisso de fortalecer a atuação conjunta, definindo um modelo em que a Abapa concentra a identificação das demandas dos produtores, enquanto a Embrapa lidera o desenvolvimento científico e tecnológico. A Fundação Bahia também deverá participar de projetos específicos, oferecendo suporte experimental e infraestrutura, conforme a necessidade de cada iniciativa.
Entre as prioridades estabelecidas estão pesquisas voltadas ao monitoramento inteligente de pragas e doenças, manejo da mosca-branca, conservação e compactação do solo, sistemas produtivos mais resilientes, produtividade, qualidade da fibra, biotecnologia, microbioma, produtos biológicos e algodão de baixo carbono. Outro eixo estratégico será a integração e análise de dados agrícolas para apoiar a tomada de decisão nas propriedades.
Um dos temas que recebeu atenção especial foi a construção de metodologias para mensuração da pegada de carbono na produção de algodão. As instituições discutiram a necessidade de critérios técnicos consistentes e padronizados, capazes de conferir segurança aos dados produzidos e ampliar sua credibilidade junto ao mercado.
Além da definição das linhas de pesquisa, a parceria passa a adotar um modelo de governança que prevê objetivos claros, cronogramas, indicadores, responsáveis e mecanismos de prestação de contas. A intenção é garantir que os estudos resultem em recomendações técnicas, boletins, publicações e ferramentas que possam ser incorporadas pelos produtores, aproximando ainda mais a pesquisa da aplicação prática no campo.
Como próximos passos, Abapa e Embrapa irão concluir o Acordo de Cooperação Técnica, elaborar o plano de trabalho com ações de curto, médio e longo prazo, integrar a instituição aos sistemas de monitoramento da associação, como o InfoFito e o Monitor Oeste, além de preparar o encontro regional da Embrapa, previsto para 25 de agosto, na sede da Abapa.
Ascom Abapa
