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  •  A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 foi acompanhada por uma melhora discreta na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados da AP Exata obtidos pelo Estadão. Entre terça-feira (13) e sexta-feira (16), a avaliação ótima ou boa da gestão passou de 33,7% para 34,1%, um avanço de 0,4 ponto percentual.

    No mesmo período, a avaliação ruim ou péssima recuou de 42,1% para 42%, uma queda de 0,1 ponto percentual. Mesmo com a variação, a percepção negativa permaneceu 7,9 pontos percentuais acima da positiva.

    A análise considera o período iniciado na terça-feira (13), quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retomou a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.

    Especialista aponta necessidade de acompanhar os próximos dias

    Para Sergio Denicoli, CEO da AP Exata e cientista de dados, os números indicam que a discussão sobre o fim da escala 6×1 pode estar contribuindo para uma recuperação gradual da imagem do presidente, mas ainda sem uma reação expressiva.

    “Os dados indicam que a aprovação do fim da escala 6×1 pode estar ajudando Lula a recuperar parte de sua imagem, mas ainda não produziu a reação expressiva esperada pela esquerda, apesar de haver uma tendência”, afirmou Denicoli.

    O especialista ressaltou que será necessário acompanhar os próximos dias para verificar se a melhora representa o início de uma recuperação mais consistente ou apenas uma oscilação pontual.
    Como a AP Exata mede a avaliação do governo

    Diferentemente dos institutos que realizam pesquisas tradicionais de opinião pública, a AP Exata utiliza inteligência artificial para analisar sentimentos expressos em publicações nas redes sociais.

    A metodologia considera emoções como alegria, confiança, medo e tristeza. Segundo a empresa, os resultados são calibrados com base na média dos resultados de pesquisas de opinião.

    Os dados, portanto, refletem a análise de manifestações nas redes sociais e não correspondem diretamente a uma pesquisa tradicional com entrevistas de eleitores.

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