O julgamento de Elisângela Almeida Oliveira, acusada de envenenar e matar Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e duas crianças, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, foi adiado pela oitava vez. A sessão estava prevista para esta quarta-feira (7), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, mas uma nova data foi definida pela Justiça: 2 de dezembro.
De acordo com informações obtidas pelo portal A Tarde, Elisângela passou por uma cirurgia na última segunda-feira (5) e permanece internada. A situação de saúde teria impedido a presença da acusada na sessão do Tribunal do Júri.
O advogado Bruno Torres, que atua na assistência de acusação, afirmou que outros adiamentos do julgamento também ocorreram em razão de questões relacionadas à saúde da ré. Elisângela está atualmente em prisão domiciliar.
Segundo o advogado, a assistência de acusação e o Ministério Público contestaram o pedido de adiamento apresentado pela defesa. Entre as alternativas apresentadas estavam a participação da acusada por videoconferência ou até mesmo a realização da sessão sem a presença dela, conforme possibilidade prevista no artigo 457 do Código de Processo Penal.
As alternativas, porém, não foram aceitas, e o julgamento acabou sendo novamente adiado.
O caso ocorreu em 2018, em Maragogipe, quando Adriane Ribeiro Santos e duas crianças morreram após serem envenenadas. Desde então, o processo passou por sucessivos adiamentos até a definição da nova data.
A acusação questiona a sequência de adiamentos e defende a realização do julgamento dentro das possibilidades previstas pela legislação. Já a defesa sustenta a necessidade de considerar o estado de saúde da acusada antes da realização da sessão.
Com a nova decisão, o julgamento de Elisângela Almeida Oliveira está marcado para 2 de dezembro, em Salvador.

