Essa foi por pouco! Asteroide "passou raspando" a apenas 7 mil km da Terra

Como se não bastasse estarmos lidando com a pandemia de COVID-19, vulcões entrando em erupção, um incêndio (já controlado) aumentando níveis de radiação em Chernobyl, entre várias outras surpresas desagradáveis que 2020 está proporcionando,
só faltava sermos atingidos por um asteroide. E isso quase aconteceu: nas primeiras horas da manhã do dia 4 de maio, um asteroide pequeno, com diâmetro de 3 a 6 metros, “tirou uma fina” de nosso planeta, passando a meros 7 mil quilômetros de nós.

Para ter uma ideia de como isso é extremamente perto, sua passagem “raspando” por aqui chegou a interagir com a gravidade da Terra. Embora seu impacto pudesse impressionar causando barulho e possivelmente algum temor, o estrago no caso de uma colisão com o planeta não seria o suficiente para causar danos reais, porque ele provavelmente não atingiria o solo. De acordo com suas dimensões, ele acabaria sendo completamente queimado em sua entrada na atmosfera, proporcionando um verdadeiro show luminoso no céu — talvez o brilho de sua queima ficasse equivalente ao de uma Lua cheia (ou maior).

O asteroide, batizado de 2020 JJ, foi descoberto poucas horas antes de sua máxima aproximação com a Terra, a partir do Catalina Sky Survey, um observatório localizado no Arizona, Estados Unidos. Nesse local, uma varredura monitora o céu, constantemente, em busca de objetos em movimento — exatamente como o que passou perto de nós. A detecção ocorreu em quatro observações realizadas nos primeiros minutos das 6 horas da manhã na última segunda-feira. Os astrônomos foram alertados, verificaram que era real e depois comunicaram a descoberta ao Minor Planet Center, em Massachusetts.

Em pouco tempo, vários outros observatórios e telescópios já estavam cientes da possível ameaça e, a partir de análises sobre sua trajetória, havia 5% de chances de impacto — o que deixou muita gente de cabelo em pé, pois, mesmo que pequena, essa possibilidade já deixa os especialistas preocupados.

Trajetória precisa foi calculada em pouco tempo

Quando um asteroide é descoberto pela primeira vez, a órbita calculada dele é bastante nebulosa, porque ainda não há um histórico suficiente para realmente prever onde estará no futuro. Mas, quando o arco da trajetória vai sendo traçado, fica mais fácil compreender qual será o avanço da rocha espacial. 

A órbita projetada para o 2020 JJ era um cone difuso, que gradualmente foi aumentando sua área até chegar às margens da Terra. A abordagem mais próxima foi às 12h03 de 4 de maio, quando estava a 13,4 mil quilômetros do centro de nosso planeta. Dado que o raio global é de menos de 6,4 quilômetros, significa que o asteroide passou a 7 mil quilômetros de nós. O que chama a atenção nesse episódio é a precisão com que sua trajetória foi calculada: ela foi tão bem determinada que era conhecida por cerca de 5 quilômetros perpendiculares ao seu caminho, em apenas duas horas — o que é uma amostra do bom trabalho do atual monitoramento.

O 2020 JJ viaja em órbita elíptica de aproximadamente dois anos, levemente inclinada, que o leva do caminho da Terra para além de Marte, antes de retornar ao espaço sideral. Há chances de o vermos novamente nas redondezas, mas, já explicamos, não há com o que se preocupar. Caso ele nos atinja, provavelmente o máximo que causará será um espetáculo no céu.

Barreiras Notícias / Canal Tech
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