Alta na popularidade de Bolsonaro influencia pré-candidatos, diz jornal

 A o ganho de popularidade do presidente da República, Jair Bolsonaro, atestado por pesquisa do PoderData e depois por outros levantamentos, está alterando os cálculos políticos de pré-candidatos às prefeituras das duas principais cidades do país. A informação é do jornal O Globo.

As convenções partidárias serão realizadas de 31 de agosto a 16 de setembro. Nesses eventos são oficializadas as chapas que concorrerão nas eleições de novembro. Ou seja: os pré-candidatos têm poucos dias para terminar de costurar suas alianças e escolher seus respectivos vices.
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Há uma tentativa de alguns dos principais candidatos de cativar ao menos parte do público bolsonarista.

No Rio de Janeiro, tanto o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) quanto Eduardo Paes (DEM) tentam trazer para perto de si o PSL, segundo O Globo. Jair Bolsonaro ensaia uma reaproximação com o partido. A sigla, ainda, tem a 2ª maior cota do fundo eleitoral (cerca de R$ 200 milhões), atrás apenas do PT.

Crivella tem apoio discreto do próprio presidente, que pretende entrar em palanques apenas no 2º turno. A deputada bolsonarista Major Fabiana (PSL-RJ) chegou a ser cotada para ser vice na chapa de Crivella, mas vídeos antigos em que ela critica o atual prefeito do Rio reduziram suas possibilidades.

O PSL lançou em 2019 o nome do deputado estadual Rodrigo Amorim. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) o apoiava na época. De acordo com o jornal, porém, Flávio proibiu o ex-aliado de usar sua imagem na campanha.

Uma parcela do partido, diz O Globo, defende que Amorim seja vice na chapa de Eduardo Paes. O ex-prefeito tem buscado avançar sobre parte do eleitorado mais conservador, simpático a Crivella.

O equilíbrio, porém, é tênue: Paes também precisa de eleitores que votaram em Marcelo Freixo (Psol) em 2016. Na ocasião o psolista foi ao 2º turno e teve 40,64% dos votos.

O Rio tem ainda outros possíveis candidatos que transitam no campo bolsonarista. Cristiane Brasil (PTB) é filha de Roberto Jefferson. O cacique petebista é hoje 1 aliado de Jair Bolsonaro.

Também há o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), parte da tropa de choque do presidente da República na Câmara. Ele está rompido com o presidente da sigla, Pastor Everaldo, e com o governador Wilson Witzel, de acordo com O Globo.


São Paulo

O atual prefeito da capital paulista, Bruno Covas, ainda não bateu o martelo sobre seu vice. Covas estuda tentar atrair para sua chapa Celso Russomanno (Republicanos).

Russomanno também é pré-candidato. Ele e Covas estão empatados em intensão de voto. É forte no eleitorado conservador. Em outras eleições à prefeitura de São Paulo, largou na frente e se desidratou ao longo da campanha.

De acordo com o jornal, 1 dos grupos ligados ao prefeito defende que haja uma vice mulher. O nome da ex-prefeita Marta Suplicy (Solidariedade) seria cotado. O interesse dela, porém, seria baixo.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) é pré-candidata. Seu nome, porém, perdeu força nos últimos meses. Quando o PSL rachou, ela tornou-se alvo preferencial de ataques bolsonaristas.

O Globo afirma que 1 grupo ligado ao presidente da República no PSL tenta lançar no lugar da deputada Luiz Philipe de Orléans e Bragança (PSL-SP), deputado federal e descendente da família que governou o Brasil na época do império. É conhecido como “príncipe”.

A esquerda também tem tido conversas influenciadas pelo presidente. O ex-governador Márcio França (PSB-SP) fez 1 gesto de aproximação com o presidente da República ao participar de 1 compromisso público com ele. O PDT, com quem o França constrói 1 bloco, não gostou.


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