O mandato do prefeito de Maiquinique, Jesulino Porto (DEM), e da vice-prefeita, Marizete Gusmão (PMB), foi cassado nesta terça-feira (16) pela Justiça Eleitoral. A decisão é da juíza Giselle de Fátima Ribeiro, que determinou ainda a suspensão dos direitos políticos por oito anos, multa de R$10 mil, cada um, além da anulação de todos os votos recebidos pela chapa na eleição passada. Será convocada nova eleição para os cargos de prefeito e vice-prefeito. Os réus ainda podem recorrer.

Durante a investigação foram apuradas várias denúncias, entre elas, a de uma eleitora que gravou uma conversa em que o candidato oferecia dinheiro para ajudar no custeio da cirurgia de seu filho em troca de voto e de apoio político. A oferta teria acontecido na casa do próprio prefeito. Na denúncia, Jesulino também cometeu abuso de poder econômico durante em uma carreata realizada em novembro, ao distribuir combustível para aproximadamente 320 carros e motos gratuitamente. O abastecimento seria feito de forma indiscriminada, para toda pessoa que quisesse participar da atividade.

Na decisão, a juíza afirma: “É sabido, pois Maiquinique é cidade pequena, a diferença do poder econômico entre os candidatos das duas chapas, nesta eleição. Nesse sentido, acolho como minhas as palavras do Promotor eleitoral, “pode-se dizer que a premissa da repressão ao abuso do poder econômico se traduz em impedir que o candidato que possua melhores condições econômico-financeiras em sua campanha vença o pleito eleitoral em razão de abusivos recursos utilizados para conquistar o eleitorado. É fato notório que as verbas, empregadas em campanha eleitoral, constituem um dos fatores primordiais ao sucesso no pleito, mormente em cidades de pequeno porte, como Maiquinique/BA, em que o desequilíbrio financeiro entre os candidatos chega a ser exponencial”.

Jesulino Porto teve 3.157 votos, 396 a mais que Padre Reinaldo, único oponente no pleito.