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  • Brasil teve 99 candidaturas à Presidência desde 1989; só uma do DF ~ Blog Barreiras Noticias | Oeste Baiano no Geral


    Desde a redemocratização, o Brasil já teve 99 candidaturas à Presidência. Enquanto a maior parte dos postulantes veio de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o Distrito Federal ainda tem dificuldade em lançar nomes fortes para disputar o Palácio do Planalto.

    De todas as eleições desde a Nova República, só em 2006 um político com história em Brasília se lançou candidato: Cristovam Buarque. Vale lembrar, ainda, que em 1989 Lívia Maria Pio (PN) e Antônio Pedreira (PPB) se candidataram. Apesar de ambos não terem, até aquela época, registro de cargos políticos no DF, posteriormente eles foram candidatos a cadeiras políticas na capital.


    Nascido em Recife (PE), Cristovam chegou ao Distrito Federal em 1979 e, desde então, exerceu diversas funções de destaque, como a de reitor da Universidade de Brasília (UnB), na década de 1980; governador do DF, nos anos 1990; e senador por dois mandatos, entre 2003 e 2018.


    Mas foi no momento em que assumiu o cargo de ministro da Educação, entre 2003 e 2004, no primeiro governo Lula (PT), que ele ganhou, de fato, destaque nacional. Defensor de reformas na educação de base, ele acabou demitido por telefone em uma troca ministerial promovida pelo então presidente.


    Na campanha à Presidência, Cristovam defendeu a “Revolução pela Educação”. O candidato dizia que outros presidentes haviam deixado marcas na geração de empregos e desenvolvimento, mas, naquele momento, era necessário ter um chefe do Executivo que tinha consigo a bandeira da melhora do ensino.


    Sobre o período como governador do DF, o então candidato lembrava, na campanha, principalmente da criação do programa Bolsa-Escola, que condicionava pagamentos de benefícios sociais à frequência das crianças nas aulas.


    Cristovam, no entanto, terminou em quarto lugar naquele pleito, recebendo pouco mais de 2,5 milhões de votos. Ficou atrás do reeleito Lula, Geraldo Alckmin (à época do PSDB), que foi ao segundo turno, e Heloísa Helena (PSol).


    No ano passado, Cristovam gravou um vídeo ao canal Fundo Eleitoral em que relembra a disputa. O vídeo completo está disponível abaixo:


    Faltam eleitores e história política para o DF

    Segundo Alessandro Costa, mestre em ciência política e professor do Centro Universitário de Brasília (Ceub), o DF ainda tem um número de eleitores baixo para alavancar nomes ao cargo de presidente. “Ainda estamos chegando aos três milhões de eleitores. O número é muito pequeno”, destaca.


    Outro problema é a maneira que as eleições têm se desenhado nos últimos 20 anos. “Vimos uma polarização entre PT e PSDB e, agora, com Bolsonaro, que é do Rio de Janeiro, o DF só tem tido protagonismo em ministérios”, diz.


    No entendimento do professor, Cristovam conseguiu se lançar como candidato muito mais pela bandeira da educação que pelo DF. “Ele tinha uma causa e foi reconhecido nacionalmente por isso. É o que se costuma chamar de legitimidade”.


    Por fim, Alessandro afirma ser muito difícil que o atual momento político mude em pouco tempo para possibilitar reais chances para algum candidato da capital. “Uma expectativa poderia ser o Ibaneis [Rocha, atual governador pelo MDB]. Um segundo mandato, dentro de um partido grande… Se ele tiver uma grande marca no mandato, poderia fazer algo igual a Simone Tebet fez este ano”, opina.


    A pesquisadora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB), Michelle Fernandez, destaca também que, por se tratar de uma Unidade da Federação jovem, ainda é cedo para que ganhe protagonismo. “As disputas políticas são muito recentes se comparado com o restante do país. Isso, sem sombra de dúvida, é um fator que colabora para essa ausência de projeção nacional”, diz.


    Para ela, o que faz alguém um candidato à Presidência é a capacidade de agregar eleitores ao seu redor. “Tem a ver com o fato de agregar outras forças politicas ao seu redor. Candidatos relevantes não têm uma relação tão determinante com relação ao tamanho do estado, o que falta ao DF é conseguir ter uma força política local, com projeção nacional”, aponta.


    Algo que pode fazer com que a relevância aumente, diz Michelle, é o trato de assuntos mais nacionais. “Agendas que sejam além do DF”, finaliza.

    fonte: metropole



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