
Os presos foram identificados como:
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Cabo Euvaldo Moraes de Almeida Júnior
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Cabo Máximo de Souza Santos Neto
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Cabo Ricardo Silva da Conceição
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Soldado Tarcísio Pereira Gonçalves Muniz
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os quatro são suspeitos de envolvimento na morte de Josimar Pereira dos Santos, ocorrida em 25 de fevereiro de 2024, no povoado de Poções, em Cruz das Almas. Na ocasião, a vítima foi levada para os fundos de um bar e executada a tiros.
As investigações apontam que os policiais, lotados na 27ª CIPM, teriam forjado um cenário de confronto, registrando o caso como “resistência à prisão” e troca de tiros. No entanto, laudos periciais e depoimentos de testemunhas indicam que não houve confronto armado, mas sim uma execução.
Além dos mandados de prisão, a operação também cumpriu seis mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de celulares, equipamentos eletrônicos, munições e outros materiais que podem reforçar as provas contra os investigados. A ação foi autorizada pela Vara Crime de Cruz das Almas.
Os quatro policiais vão responder por homicídio qualificado, além de crimes como fraude processual e ameaça, já que há indícios de que testemunhas teriam sido intimidadas para não relatar o que viram no dia do crime.
O caso gera forte repercussão em Cruz das Almas e em todo o Recôncavo, reacendendo o debate sobre violência policial, execuções sumárias e a necessidade de fortalecimento dos mecanismos de controle externo das forças de segurança.
Execução e ameaças
Segundo as investigações, os PMs registraram a morte de Josimar como resultado de resistência armada e troca de tiros com a guarnição policial. As provas pericial e testemunhal colhidas na fase de investigação pelo Ministério Público refutaram a versão dos policiais e revelaram que Josimar foi executado.
A vítima estaria em um bar, com amigos, após uma partida de futebol, quando os policiais chegaram no local e passaram a revistar todos os presentes, alguns dos quais eram levados para dentro do estabelecimento. Neste momento, Josimar foi levado para os fundos do bar para ser revistado e executado a tiros.
A apuração do MP-BA apontou ainda que os PMs tiraram fotos e colheram dados pessoais de todos os presentes no bar, ameaçando-lhes para evitar que denunciassem a execução. Eles também removeram o corpo da vítima do local e apresentaram arma e drogas supostamente apreendidas com Josimar na delegacia da cidade.
Do blogdorodrigoferraz/falagenefax
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