
A ofensiva foi conduzida pela Unidade de Assessoramento e Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça Adjunta para Assuntos Jurídicos (Unai) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). No total, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Madre de Deus, São Francisco do Conde, Senhor do Bonfim, Salvador e Lauro de Freitas. Entre os alvos estão servidores municipais e empresas de eventos e locações utilizadas para dar aparência de regularidade às contratações.
As investigações indicam que o esquema simulava concorrência em credenciamentos e pregões eletrônicos, favorecendo empresas ligadas a agentes públicos e seus familiares. O grupo também teria montado uma estrutura para ocultar o controle logístico e financeiro das operações fraudulentas.
De acordo com o MPBA, a organização direcionou mais de R$ 4,5 milhões em contratos entre 2021 e 2023. O valor pode ser maior, já que as empresas envolvidas continuam sendo contratadas pelo poder público, somando até abril deste ano R$ 13,9 milhões em repasses.
A operação contou com apoio das polícias Civil e Militar, por meio de equipes do Denarc, DHPP, Depom e do Batalhão de Choque.
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